Por Glenn Somerville e Jamie McGeever WASHINGTON/LONDRES (Reuters) - O governo dos Estados Unidos foi atrás de 40 bilhões de dólares nesta quarta-feira, com o objetivo de ajudar o Federal Reserve a financiar um plano de socorro à seguradora AIG .

Outros bancos centrais também lutaram para devolver confiança ao mercado financeiro, que abandonou a rápida melhora vista após o resgate da AIG e manteve em níveis elevados o custo do crédito interbancário.

O Tesouro anunciou a venda de 40 bilhões de dólares em notas, assumindo uma dívida nova, a pedido do Federal Reserve.

O objetivo é ajudar o banco central a 'gerenciar melhor seu balanço', de acordo com um comunicado do Tesouro.

Os bancos centrais na Ásia despejaram mais dinheiro no mercado de crédito de curto prazo. Muitos bancos centrais na Europa, no entanto, tiraram o pé em meio a sinais de alívio depois de dois dias de pressão no mercado interbancário.

O Banco da Inglaterra disse que vai dar aos bancos três meses a mais para trocar ativos de risco por papéis do governo, ampliando um esquema que deveria acabar no próximo mês.

Dominique Strauss-Kahn, diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional, disse que pode haver mais problemas naquela que foi chamada pelo ex-secretário do Tesouro norte-americano Robert Rubin de 'a pior crise desde os anos 1930'.

'As consequências para algumas instituições financeiras ainda estão por vir', falou Strauss-Kahn na Arábia Saudita.

Na noite de terça-feira foi divulgado que as autoridades norte-americanas prepararam um pacote de socorro para a AIG, apenas dois dias após o pedido de proteção contra falência do banco de investimento Lehman Brothers .

O resgate, com até 85 bilhões de dólares oferecidos pelo Federal Reserve de Nova York em troca de quase 80 por cento das ações da AIG, deu algum alívio no começo da manhã para os mercados na Ásia e na Europa.

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