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EUA avaliam quebra organizada das montadoras

O governo americano disse ontem que uma falência organizada era uma das opções avaliadas para tentar resgatar a General Motors e a Chrysler, empresas que estão buscando bilhões de dólares para evitar seu fechamento. A porta-voz do presidente George W.

Agência Estado |

Bush, Dana Perino, confirmou as especulações cada vez mais intensas de que o presidente e o secretário do Tesouro, Henry M. Paulson, estariam considerando a medida como parte de um pacote de resgate para as montadoras.

A medida seria incomum, e exigiria concessões feitas pelo sindicato dos trabalhadores do setor automotivo, pelos fornecedores de peças, pelos bancos de investimento, pelo conselho federal de previdência, pelos detentores de títulos da dívida e pelos demais envolvidos na situação das duas montadoras. A Ford Motor, que não enfrenta uma necessidade urgente de capital, provavelmente não será incluída no pacote de resgate.

Dentro de uma das possibilidades que foram debatidas, o governo daria à GM e à Chrysler financiamento suficiente para que elas continuassem funcionando por vários meses. Então, um supervisor nomeado pelo governo seria encarregado de reunir os executivos dessas empresas e outras pessoas envolvidas no processo para mapear os passos que seriam adotados depois que as duas empresas entrassem com pedidos de recuperação judicial.

Os grandes bancos ofereceriam financiamento em regime DIP (debtor-in-possession, situação em que se permite ao devedor que entrou com pedido de recuperação judicial que mantenha a posse da propriedade executada) para que as empresas continuassem a operar durante a recuperação judicial, tendo como garantia os fundos federais.

"Um colapso desordenado seria algo muito caótico, um verdadeiro choque para o sistema", disse Dana. "Existe uma maneira organizada de realizar as recuperações judiciais oferecendo algo mais próximo a uma aterrissagem segura. Acho que é sobre isso que estamos falando. Esta seria uma das opções." Dana acrescentou rapidamente que nenhuma decisão tinha sido tomada ainda.

Ela afirmou não poder precisar quando seria feito um anúncio oficial da Casa Branca, mas disse que as pessoas envolvidas no combate à crise estavam "se aproximando da conclusão" das suas deliberações. Bush disse que estava "preocupado quanto à possibilidade de uma falência desordenada" e quanto às implicações psicológicas que isto teria para uma economia já abalada pelo peso de uma grave recessão. Ele disse também sentir a obrigação de não deixar para o presidente eleito Barack Obama uma "imensa catástrofe" a ser enfrentada logo no seu primeiro dia de Casa Branca.

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