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Os tanques e armas transportados pelo navio ucraniano seqüestrado por piratas no litoral da Somália tinham como destino o Sudão, país submetido a um embargo da ONU, e não ao Quênia, como informara Nairóbi, afirmou um porta-voz militar americano.

"Temos informações que indicam que o barco e seu carregamento se dirigiam para o Sudão", disse Nathan Christensen, porta-voz da V Frota dos Estados Unidos, com base no Bahrein.

"Prefiro não especular sobre isto", respondeu Christensen ao ser questionado sobre para quem, concretamente, as armas eram destinadas.

Entre os muitos compradores potenciais do carregamento estão o regime do presidente Omar el-Beshir, os antigos rebeldes do Movimiento de Libertação Popular do Sudão e os vários grupos rebeldes que operam na província ocidental de Darfur, que vive uma guerra civil.

O navio ucraniano "Faina" foi capturado na quinta-feira por um grupo de piratas nas costas da Somália quando supostamente seguia para o porto de Mombasa (sudeste do Quênia).

A tripulação é integrada por 17 ucranianos, três russos e um letão.

mh/fp

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