Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

EUA aprovam US$ 14 bi a montadoras

A Câmara de Deputados dos Estados Unidos aprovou ontem à noite o projeto de lei que libera um pacote de ajuda de US$ 14 bilhões para os fabricantes americanos de automóveis. O projeto prevê várias condições, como a reestruturação das empresas e a limitação de salários para os executivos, além da nomeação de um czar federal para o setor.

Agência Estado |

A aprovação do pacote foi possível com um acordo fechado entre o governo republicano do presidente George W. Bush e os deputados democratas, que são maioria na Câmara.

Com a aprovação pela Câmara, o pacote pode começar a ser debatido ainda hoje no Senado, onde também tem de receber o voto da maioria, antes de ser promulgado. No Senado, porém, o programa deve encontrar mais resistência, e a perspectiva é que uma eventual aprovação possa se arrastar até a próxima semana.

O Senado está dividido meio a meio entre democratas e republicanos, e entre estes últimos há diversos senadores que se opõem ao socorro às montadoras. A visão é de que o pacote premia a má gestão das empresas americanas do setor - General Motors, Ford e Chrysler - e a intransigência dos sindicatos de trabalhadores, que resistem a fazer concessões em termos de salários e de direitos trabalhistas e previdenciários.

Pelo programa de apoio às montadoras, elas podem receber empréstimos para sanear sua situação financeira de curto prazo, em troca de várias condições, que incluem até mesmo a proibição de alugar jatos executivos enquanto o empréstimo não for quitado.

As empresas serão supervisionadas pelo governo, e terão de partir para amplos programas de reestruturação. A idéia é que haja negociações com fornecedores, revendedores, credores e sindicatos para tornar viável uma perspectiva de longo prazo para o setor automobilístico americano.

O "czar dos carros", nomeado pelo presidente George W. Bush, administrará a concessão dos créditos e supervisionará o cumprimento do programa. Ele pode também impor um plano às montadoras que não cooperarem, e até levá-las à concordata.

O pacote inclui ações preferenciais das montadoras concedidas ao governo e a proibição de distribuição de dividendos enquanto os empréstimos não forem quitados. Haverá também limites ao pagamento dos executivos, e a proibição das altas indenizações que normalmente eles recebem quando se desligam (ou são desligados) das grandes corporações americanas - o chamado "pára-quedas de ouro".

O objetivo de todas essas medidas é proteger os contribuintes, porém, elas não foram suficientes para aplacar a oposição de senadores republicanos. Em entrevista coletiva ontem, diversos deles defenderam a posição de que só uma severa reestruturação prévia a qualquer tipo de socorro financeiro, incluindo a possibilidade de concordatas, pode salvar as grandes empresas automobilísticas do país.

Para o senador Richard Shelby, republicano do Alabama, "nós queremos que estas empresas se tornem competitivas, e não há nada nessa proposta (do pacote) para torná-las competitivas". Ele lembrou que o valor de mercado da GM e da Ford deve estar em torno de US$ 10 bilhões, e a primeira deve ser de cerca de US$ 62 bilhões. "Vamos emprestar mais? Isso nunca vai ser pago", alertou. Já de acordo com o senador republicano Tom Coburn, de Oklahoma, alguns dos acionistas da indústria automobilística são os hedge funds, "que precisam perder algum dinheiro".

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG