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EUA aprovam 1,5 trilhão de dólares para salvar a economia

Os Estados Unidos tiveram hoje a terça-feira mais cara de sua história, com a aprovação pelo Senado do gigantesco plano de recuperação da economia elaborado pela administração Obama, que também apresentou uma nova estratégia para resgatar o sistema financeiro.

AFP |

Para lutar contra a pior crise do pós-guerra, o Senado americano aprovou um plano de 838 bilhões de dólares para resgatar uma economia à beira do abismo, mediante uma combinação de cortes de impostos e despesas orçamentárias.

A maioria democrata conseguiu convencer três senadores republicanos para aprovar o texto por 61 votos a 37.

"É uma boa notícia, é um bom começo", reagiu o presidente Barack Obama durante uma reunião pública na Flórida (sudeste dos EUA).

As duas câmaras precisam agora negociar para chegar a um texto consensual, que será novamente submetido à votação. Segunda-feira, em sua primeira coletiva como presidente, Obama pediu aos parlamentares que lhe transmitam o plano de recuperação ainda esta semana, para que possa promulgá-lo o mais rápido possível.

O texto submetido ao Senado, onde os republicanos contam com uma minoria de bloqueio, é mais focalizado nos cortes de impostos desejados pela oposição que o projeto de 819 bilhões de dólares que a Câmara dos Representantes aprovou sem nenhum voto republicano.

Obama disse temer uma "catástrofe" para a economia se o plano não for aplicado imediatamente, e advertiu para o fantasma de uma década sem crescimento, como a que assombrou o Japão nos anos 90.

Como para confirmar as preocupações de Obama, a General Motors, maior montadora de carros nacional, anunciou 10.000 surpressões de postos de trabalho este ano.

Por sua vez, o secretário do Tesouro, Tim Geithner, apresentou a nova versão do plano de resgate financeiro de 700 bilhões de dólares aprovado pelo Congresso no início de outubro.

Este plano prevê a criação de uma estrutura de capital misto público-privado dotado com pelo menos 500 bilhões de dólares.

Segundo Geithner, este plano tem três grandes objetivos: "relançar o crédito", "reforçar os bancos" e "fornecer uma ajuda crucial aos proprietários de imóveis e as pequenas empresas".

Geithner anunciou que 500 bilhões de dólares serão mobilizados para recuperar os ativos podres que afetam os balanços dos bancos desde a explosão da bolha dos créditos imobiliários de risco. Os fundos desta estrutura reunindo os setores público e privado podem se elevar a um trilhão de dólares no total.

Estes anúncios, considerados complexos pelos investidores, não tranquilizaram os mercados: a Bolsa de Nova York estava em queda no meio da sessão desta terça-feira, com o índice Dow Jones perdendo 3,37% e o Nasdaq 2,70%.

Geithner avisou que a crise não será resolvida em alguns meses.

"As crises que foram bem resolvidas no passado não foram bem resolvidas em algumas semanas ou em alguns meses, nem mesmo em um ano. Elas demoraram para se resolverem", comentou Geithner ao canal CNBC, qualificando esta crise de "sem precedentes".

bar/yw/sd

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