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EUA anunciam queda menor que a esperada do PIB

O Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos recuou 0,3% no terceiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado, um dado que confirmou os temores sobre uma recessão na primeira potência mundial, mas que reforçou as altas nos mercados financeiros por se tratar de uma queda menor que a esperada pelos analistas.

AFP |

A contração do crescimento americano, que evidencia os efeitos da crise financeira em empresas e consumidores, é a primeira desde o quarto trimestre de 2007, indicou a secretaria de Comércio, na primeira das três estimativas sobre o PIB.

Esta queda 0,3% contrasta claramente com o avanço de 2,8% registrado no segundo trimestre.

No entanto, os analistas esperavam uma queda de 0,5% no terceiro trimestre. Com isso, a notícia, embora negativa, reforçou a tendência de alta nos mercados mundiais.

O Wall Street abriu em alta de 2,07% e o índice Nasdaq subiu 2,48%, animados também pelo corte das taxas de juros de meio ponto percentual anunciado quarta-feira pelo Federal Reserve (Fed, banco central americano), a 1%.

A Bolsa de São Paulo, a principal da América Latina, subiu 2,64% na abertura. Na Europa, onde a ilusão merada reinou durante as primeiras horas do pregão, as Bolsas ampliaram seus ganhos após o anúncio do PIB americano. Às 13H30 GMT, Londres disparava 8,05%, Frankfurt, 4,24%, Madri, 3,01% e Paris, 1,57%.

O corte dos juros nos EUA prolongou nesta quinta-feira, pelo terceiro dia consecutivo, a euforia nas Bolsas asiáticas: Tóquio fechou em alta de 9,96% e Hong Kong ganhou 12,82%.

O Fed aprovou quarta-feira quatro linhas de crédito temporários no valor de 30 bilhões de dólares a cada um dos bancos centrais de Brasil, México, Coréia do Sul e Cingapura.

Este empréstimo, destinado a melhorar as condições de liquidez dos mercados financeiros mundiais e amenizar as dificuldades de obtenção de fundos em dólares, foi aceito pelo Brasil, mas o México disse que ainda não precisa desta ajuda.

As repercussões da crise financeira sobre a economia, entretanto, continuam fazendo estragos.

"Uma crise econômica mundial como a atual é um evento que acontece uma vez em um século", declarou nesta quinta-feira o primeiro-ministro japonês, Taro Aso, ao anunciar medidas para estimular a atividade da segunda economia mundial.

O pacote, de um valor de 277 bilhões de dólares, inclui uma redução dos impostos, ajudas diretas ás famílias e empréstimos a pequenas empresas, entre outras iniciativas.

Na zona euro, a confiança dos empresários e consumidores caiu drasticamente em outubro, ficando em seu nível mais baixo desde 1993.

O índice de confiança econômica perdeu mais de sete pontos, ficando em 80,4 pontos, contra 87,5 pontos em setembro, sua maior queda em um mês desde à criação, em janeiro de 1985.

bur-app/lm

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