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EUA alteram execução do plano de resgate dos bancos

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Henry Paulson, informou ontem que o governo George W. Bush mudou completamente a abordagem do megaplano de resgate do sistema financeiro.

Agência Estado |

Agora, o Programa de Aquisição de Ativos Problemáticos (Tarp, na sigla em inglês) dará prioridade à injeção de capital nos bancos, de forma a liberar recursos para o aumento do crédito e, assim, tirar a economia do buraco.

"Em momentos como este, com a economia desacelerando e alguma deterioração nas condições de crédito, até mesmo os bancos mais saudáveis tendem a tornar-se mais avessos ao risco e a restringir empréstimos", disse. "No passado, esse tipo de ação por parte dos reguladores reforçou essas restrições."

Originalmente, o pacote de US$ 700 bilhões, aprovado pelo Congresso em setembro, previa a compra de ativos podres dos bancos. A idéia foi concebida pelo próprio Paulson, mas, desde seu início, foi duramente criticada.

"Paulson reconheceu que a compra de ativos podres seria muito demorada", comentou o economista-chefe do Banco Fator, José Francisco de Lima Gonçalves. Segundo ele, o governo Bush deixou claro que vai priorizar áreas específicas, como cartão de crédito e empréstimos escolares. Em resumo, operações às pessoas físicas.

Ontem, o secretário reconheceu que a melhor saída é atacar a falta de capital. "Nossa conclusão, agora, é de que este (compra de ativos podres) não é o meio mais efetivo para usar os recursos do Tarp", afirmou.

Paulson admitiu que seguem existindo "muitos desafios" para superar a crise financeira e, por essa razão, o departamento definiu os eixos de uma segunda fase do plano de resgate, com três linhas básicas de atuação. Uma delas será a de ajudar as empresas financeiras não bancárias que, segundo Paulson, estão "chegando ao fundo do poço". "Este mercado, que é vital para o financiamento e o crescimento, chegou praticamente à paralisação total."

O Tesouro avalia criar um instrumento que possa comprar bônus lastreados pela dívida de alta qualidade dessas empresas, com objeto de dar a elas liquidez novamente, embora o plano ainda possa demorar "semanas" para ser executado. Segundo Pauslon, o instrumento também poderia ser usado para "respaldar" títulos hipotecários comerciais e residenciais.

O secretário do Tesouro assinalou que o governo seguirá investindo em ações dos bancos, embora queira obrigar as entidades que se beneficiem dessas medidas a captar também financiamento privado, como parte da segunda medida.

O terceiro grande pilar da nova fase do plano de resgate beneficiará proprietários de imóveis devedores, que poderão passar por uma revisão das condições de suas hipotecas. "Agora que não estamos planejando comprar ativos tóxicos relacionados às hipotecas, temos de buscar outra via para prevenir as execuções", afirmou.

Graças ao novo plano e a outras iniciativas, disse Paulson, "potencialmente centenas de milhares de proprietários com problemas poderão manter suas casas com uma parcela acessível em suas hipotecas".

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