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EUA afirmam que manterão ofertas feitas em negociações da Rodada de Doha

Genebra, 30 jul (EFE).- A representante comercial (equivalente a ministra do Comércio) dos Estados Unidos, Susan Schwab, disse hoje que seu país mantém as ofertas feitas nas negociações da Rodada de Doha, que terminaram na terça-feira com um fracasso, diante da persistência de desacordos entre as principais potências comerciais.

EFE |

"Se os outros estiverem prontos para seguir adiante e responder a nossos oferecimentos de forma significativa, aqui estamos", disse.

Sobre se a Rodada de Doha continua ou está definitivamente encerrada, a representante americana respondeu que deve começar um período de reflexão, "para ver qual é o caminho pelo qual se pode avançar".

Em entrevista coletiva, Schwab atribuiu o fracasso das negociações a que duas das sete principais partes que participavam do processo se entrincheiraram em suas posições e rejeitaram um acordo de "compromisso" que estava sobre a mesa.

Sem citar nomes, Schwab responsabilizou China e Índia pelo fracasso, por terem defendido com todo rigor um novo mecanismo de salvaguardas que lhes teria permitido subir suas tarifas em caso de um grande aumento das importações agrícolas ou de uma queda dramática dos preços internacionais.

Schwab disse que, até aquele momento, os negociadores tinham um acordo realmente ao alcance das mãos, mas a situação se reverteu rapidamente.

"Cinco dos sete (principais negociadores) estavam prontos, mas não pudemos capitalizar essa situação e automaticamente as negociações se bloquearam na questão das salvaguardas especiais", afirmou.

"Foi muito triste terem adotado uma postura tão ferrenha", disse a representante comercial americana.

Schwab sustentou que o mecanismo proposto "teria resolvido as legítimas preocupações sobre a subsistência dos agricultores (nos países pobres) no caso de uma inundação de importações", mas os países que defendiam essa posição "pediam mais e mais".

Segundo a americana, as exigências "incluíam uma ferramenta para fechar os mercados" e teria se transformado em uma barreira maior ao comércio a respeito da situação atual.

O diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Pascal Lamy, tinha proposto um limite de 40% de aumento das importações a partir do qual seria possível ativar esse mecanismo, mas vários países em desenvolvimento - liderados pela Índia - exigiam uma redução do teto de até 15%.

Schwab disse que 40% já teriam implicado riscos protecionistas e que "a China teria podido utilizá-los durante oito dos dez últimos anos para taxar as importações de soja".

A Índia teria aplicado a medida em três dos seis últimos anos para o óleo de palma.

A representante americana ressaltou que qualquer número abaixo de 40% "teria levado a uma situação na qual os países em desenvolvimento aumentariam suas tarifas todos os anos", o que "teria jogado fora três décadas de acordos comerciais internacionais".

Em clara referência à China, disse que esse sistema teria permitido a um país que recentemente entrou na OMC (os chineses entraram em 2001) "voltar atrás a respeito das concessões que realizou para entrar na organização". EFE is/an

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