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Ethos é suspenso de conselho da Bovespa

Após a polêmica exclusão da Petrobrás do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), no final de novembro, agora foi a vez de o conselho do ISE, formado por oito entidades, suspender a participação do Instituto Ethos nas decisões do próprio conselho por um período de doze meses. A decisão da BM&FBovespa foi tomada na última sexta-feira, e tornada pública ontem.

Agência Estado |

O ISE reúne 30 empresas que são definidas como de "alto grau de comprometimento com sustentabilidade e responsabilidade social".

A suspensão do Instituto Ethos do conselho do ISE foi motivada pelo fato de o presidente do conselho deliberativo do instituto, Oded Grajew, que dirige também a ONG Movimento Nossa São Paulo, ter divulgado detalhes da decisão que excluiu a Petrobrás da carteira. No caso, o não-cumprimento da norma do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) que estabelecia que os níveis de enxofre no diesel deveriam ser reduzidos em 2009 para 50 partes por milhão (ppm) - mesmo padrão europeu. Hoje, as regiões metropolitanas recebem o óleo com 500 ppm, e o resto do País, com 2 mil ppm.

"Nós acatamos a decisão da BM&FBovespa. Temos certeza de que não houve pressão da Petrobrás e de que o conselho do ISE agiu da forma mais isenta e rigorosa possível", diz Ricardo Young, presidente do Instituto Ethos.

Na prática, a entidade perde poder de decisão no conselho do ISE, que é formado por entidades como International Finance Corporation (IFC), o braço de financiamento privado do Banco Mundial, entidades ligadas ao mercado de capitais e também o Ministério do Meio Ambiente.

A composição da atual carteira do ISE, que reúne 38 ações de 30 companhias, permanece inalterada até o dia 30 de novembro de 2009. "A carteira do ISE segue intacta até a próxima revisão", diz Mário Monzoni, coordenador do Centro de Estudos de Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas, responsável pela metodologia de avaliação das companhias que compõem o ISE.

Segundo fontes, a Petrobrás vem insistindo em ter uma reunião privativa com o conselho do ISE, com o objetivo de saber os reais motivos que levaram à exclusão da estatal da carteira de sustentabilidade.

A companhia estaria preocupada, segundo essas fontes, com a repercussão internacional de sua exclusão do ISE - especialmente perante o Conselho do Dow Jones Sustainability Index (DJSI), carteira de sustentabilidade da Bolsa de Nova York. A Petrobrás integra o DJSI desde 2006.

"Existe o risco de a Petrobrás ser excluída do DJSI, o que seria muito ruim para a imagem institucional da empresa. A Petrobrás ganhou muita projeção recentemente", diz Paulo Branco, sócio da Ekobé, consultoria especializada em sustentabilidade. Procurada, a empresa disse que não se pronunciaria mais sobre esse assunto.

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