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ETH quer ter papel central na consolidação em açúcar e álcool

Por Taís Fuoco SÃO PAULO (Reuters) - O executivo José Carlos Grubisich, que nesta quinta-feira assume a presidência da ETH Bioenergia, empresa de açúcar e álcool do grupo Odebrecht, quer que a companhia tenha um papel relevante no processo de consolidação do setor, que reúne hoje cerca de 170 empresas.

Reuters |

Ele afirmou, em encontro com a imprensa, que chega 'mais que motivado' à companhia criada há um ano pela Odebrecht e a japonesa Sojitz.

'O setor de açúcar e álcool tem um alto potencial de crescimento no Brasil e a ETH quer ser uma das líderes nos próximos anos', disse ele.

A companhia já tem duas usinas, Alcídia (SP) e Eldorado (MS), além de oito usinas em fase de implantação física. O plano de investimentos para o período de 2008 a 2015 prevê 5 bilhões de reais, que serão desembolsados pelos sócios.

Ao final do processo, que prevê também a ampliação da atual capacidade das duas usinas, a ETH terá uma capacidade de moagem de 45 milhões de toneladas de cana de açúcar.

'A Cosan, por exemplo, que hoje é a líder do setor, tem capacidade para 36 milhões de toneladas', comparou Grubisich.

Hoje, as duas usinas da ETH somam 3,8 milhões de toneladas de capacidade de moagem. O executivo explicou que o modelo de negócio da companhia prevê arranjos produtivos sustentáveis, com a substituição de áreas de pastagens em São Paulo, Goiás e Mato Grosso do Sul.

De acordo com Grubisich, a empresa não tem planos para outras regiões do país, mas ele salientou que 'o mercado é dinâmico e já iniciou uma consolidação' e, por isso, alguma aquisição poderá levar a companhia a outros Estados. 'Não temos nenhum projeto fora desses 3 pólos, mas a ETH vai estar atenta a todas as oportunidades.'

A possível ida ao mercado de capitais não está descartada pela companhia como forma de financiar seu crescimento, mas o novo presidente destacou que 'hoje não há nenhum processo nesse sentido.'

Questionado sobre a possibilidade de a ETH ser uma das fornecedoras de etanol para o projeto de polímero 'verde' da Braskem, companhia que Grubisich presidiu nos últimos sete anos, o executivo afirmou que a ETH 'vai ter de ser competente o suficiente para convencer a Braskem a tê-la como fornecedor estratégico.'

(Edição de Marcelo Teixeira)

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