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ETH, da Odebrecht, negocia compra da NovAmérica

A ETH Bioenergia S/A, braço sucroalcooleiro do Grupo Odebrecht, admitiu ontem que negocia a aquisição de usinas do Grupo NovAmérica, um dos maiores do País e proprietário da marca União de açúcar, líder no varejo brasileiro. O diretor de relações institucionais da ETH, Eduardo Pereira de Carvalho, confirmou que a empresa é uma das companhias interessadas na aquisição do NovAmérica, que enfrenta dificuldades financeiras diante da crise e que, há um mês, admitiu negociações com outros grupos sucroalcooleiras.

Agência Estado |

O empecilho no negócio, segundo Carvalho, seria o fato de o Grupo NovAmérica dar prioridade a um processo de fusão. Na segunda-feira, o diretor-financeiro e de relações com investidores do Grupo São Martinho, João do Val, também revelou ter sido procurado para um processo de união com o NovAmérica. Segundo o diretor, a empresa "declinou o convite", pelo fato de não haver compatibilidade ponto de vista estratégico com o Grupo São Martinho. "Preferimos tocar em frente os nossos projetos de novas usinas", disse do Val.

Quando admitiu as negociações, o Grupo NovAmérica informou que avaliava "a possibilidade de alianças com outras empresas" em suas áreas de negócios "como forma de sustentação do seu ritmo de crescimento". Há pelo menos três meses, o mercado comenta que a companhia poderia negociar ativos em virtude de dificuldades de renegociação do endividamento feito para aquisições e ampliações do setor sucroalcooleiro. Além da área de agroenergia, o NovAmérica tem negócios nos setores citrícola, portuário, agrícola e comercial.

"Os entendimentos com os grupos empresariais dispostos a participarem dessa configuração comercial estão em curso, sem que haja até o momento a efetivação de nenhuma das propostas. Quaisquer outras informações de caráter definitivo serão oportunamente comunicadas", informou o NovAmérica em sua única nota oficial divulgada até agora. Ontem, ninguém da empresa foi localizado para comentar o assunto.

Além da ETH e da São Martinho, o Grupo Cosan, além das multinacionais Cargill e Bunge, também estariam em negociações com o NovAmérica. Porém, no início de outubro, o presidente da Cosan, Rubens Ometto Silveira Mello, negou o interesse.

Para Carvalho, da ETH, a possível negociação com o Grupo NovAmérica seria importante porque daria um parâmetro do valor de uma usina depois da crise financeira.

"Neste momento, está muito difícil quantificar o valor de uma operação, porque existem vários fatores a serem considerados", disse. Um deles, segundo o executivo, seria o custo de um projeto "greenfield" (a partir do zero), que subiu de forma expressiva nos últimos meses. Segundo Carvalho, as usinas já prontas estão agora com preços mais depreciados.

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