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Etanol poderá se tornar uma commodity em um ano, diz pesquisadora

O etanol estará apto a ser tornar uma commodity negociável no mercado internacional dentro de um ano. Foi o que afirmou nesta quarta-feira uma das pesquisadoras chefes do Laboratório Nacional de Energia Renovável dos Estados Unidos, Helena Chum. Ela participou do encontro entre jornalistas e o secretário-adjunto de Energia dos EUA, Jeffrey Kupfer, realizado na Câmara Americana de Comércio, em São Paulo.

Henrique Melhado Barbosa, do Último Segundo |

Kupfer chegou ao Brasil nesta segunda-feira com o objetivo de aprofundar as relações dos dois países no desenvolvimento da tecnologia dos combustíveis de baixa emissão. Na terça-feira, ele se encontrou com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, em Brasília, onde discutiram o interesse comum das duas nações em transformar o etanol em commodity.

Helena Chum disse que após o período de testes e padronização, que deve durar um ano, o biocombustível apresentará condições de se tornar um produto negociado de acordo com os preços internacionais.

Há 22 testes relativos aos componentes do etanol. Seis já estão harmonizados e os outros 16 devem estar prontos dentro de um ano. Só com as mesmas especificações temos uma commodity, disse a pesquisadora brasileira, residente há 29 anos nos EUA. Chum, no entanto, esclarece que após esse prazo deverá haver negociações entre os países para liberar o comércio da mercadoria como commodity.

Segundo ela, esses testes de padronização estão sendo conduzidos desde o começo de 2007 pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial) em parceria com o Nist (instituto de padronização dos EUA) e a Comunidade Européia. Independente da origem, o etanol deve ter as mesmas especificações, afirmou Chum, lembrando que além de diversos componentes, como água e cobre, o produto pode ter diferentes origens, como o milho e a cana-de-açúcar.

O etanol de cana-de-açúcar já é usado no Brasil há 32 anos e nunca teve um só problema de corrosão dos dutos. Nos EUA, onde usam o etanol de milho, houve 30 ocorrências desse tipo nos últimos anos, disse.

Liderança mundial

O secretário-adjunto de Energia lembrou a importância da parceria entre Brasil e EUA na pesquisa de biocombustíveis e elogiou a posição do País. O Brasil é o líder mundial em muitas áreas do biocombustível. Precisamos aprofundar a relação e dar passos mais concretos, disse.

Sobre o encontro com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, na terça-feira, Kupfer destacou que a questão da eficiência foi um dos pontos mais importantes discutidos entre os dois. Não adianta apenas aumentarmos o fornecimento de energia. Precisamos de eficiência. E o Brasil, como os EUA, tem muita experiência nessa área.

Kupfer chamou de agressiva a meta dos EUA em aumentar a produção de biocombustíveis para 36 bilhões galões ao ano até 2022, volume seis vezes maior ao consumido hoje. A participação dos combustíveis de baixa emissão no mercado, de acordo com a lei aprovada pelo Congresso americano em dezembro de 2007, deverá chegar a 15%.

De acordo com ele, essa medida não é uma forma de diminuir a dependência do petróleo da Venezuela e de países do Oriente Médio, principais fornecedores dos EUA. O presidente Bush disse que precisamos diversificar as fontes de energia, mas não tratou especificamente de nenhum país.

Após a agenda de três dias pelo Brasil, o secretário-adjunto viaja nesta quinta-feira para a Colômbia. Kupfer deve se reunir com autoridades e representantes dos setores de biocombustível e extração de carvão.

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