Ribeirão Preto, 19 - Governo federal e usineiros discutem, nesta semana, como será linha de financiamento para a formação de estoques de etanol no País durante a safra de cana-de-açúcar 2010/2011. Os recursos, de até R$ 2,5 bilhões, devem reduzir a oferta no começo e no pico da safra e evitar a volatilidade de preços do combustível.

Ribeirão Preto, 19 - Governo federal e usineiros discutem, nesta semana, como será linha de financiamento para a formação de estoques de etanol no País durante a safra de cana-de-açúcar 2010/2011. Os recursos, de até R$ 2,5 bilhões, devem reduzir a oferta no começo e no pico da safra e evitar a volatilidade de preços do combustível. Segundo o presidente da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), Marcos Jank, a reunião deve acontecer hoje ou quinta-feira, no Ministério da Agricultura, órgão que apresentará a proposta do governo para o setor. "Já conversamos sobre isso desde o final do ano e esperamos que saia alguma coisa, porque a safra já começou e é importante a gente saber o que virá", disse Jank. O presidente da Unica lembrou, no entanto, que a decisão pela tomada dos recursos por parte dos usineiros dependerá das condições financeiras e da contrapartida do setor sucroalcooleiro. "O que importa são as condições desse financiamento, porque, dependendo dos juros, dos preços, da necessidade de contrapartida, poderá ser mais ou menos atrativo", disse. "Se vier a mesma coisa do ano passado não vai ser (atrativo), pois as empresas encontraram condições melhores no mercado", concluiu. No ano passado, o governo liberou R$ 2,31 bilhões para a estocagem de etanol, R$ 1,31 bilhão por meio do programa de financiamento operado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e agentes financeiros. Para esse montante, as taxa de juros foram de 11,25% ao ano. As usinas e destilarias que contratassem o crédito deveriam dar como garantia o próprio combustível estocado no valor de no, mínimo, 150% do saldo devedor. O governo liberou ainda, à época, R$ 1 bilhão em recursos para estocagem via Banco do Brasil. No entanto, com as usinas em crise e com pouca capacidade de endividamento, os recursos tomados foram poucos. No setor, comenta-se que apenas a Copersucar S.A., trading formada pela cooperativa de usinas, que tinha sido recém-constituída, conseguiu captar um volume considerável de recursos e formar algum estoque de etanol por meio das linhas de financiamento federais.

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