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Estudo prevê crise de fornecimento de petróleo em até 10 anos

(embargada até as 20h de Brasília) Londres, 7 ago (EFE).- O mundo sofrerá uma forte crise de fornecimento de petróleo em um prazo de cinco a dez anos, a menos que ocorra uma queda drástica da demanda global.

EFE |

Essa é a conclusão de um novo relatório do Royal Institute of International Affairs, de Londres, também conhecido como "Chatham House", que prevê que, como conseqüência, o preço do petróleo poderia superar os US$ 200 por barril.

Segundo seu autor, Paul Stevens, os investimentos em novas provisões foram até agora, e seguirão sendo, insuficientes.

Isso se deve, em parte, ao incentivo ao pagamento de dividendos a seus acionistas por parte das multinacionais, em detrimento dos investimentos que seriam necessários.

Outro fator é a volta a um "nacionalismo de recursos", com o agravante de que alguns Governos estejam privando suas petrolíferas dos fundos que necessitariam investir.

Para prevenir uma perigosa crise, o relatório recomenda ajudar os produtores a tramitar melhor os recursos, utilizar melhor os fundos soberanos e integrar os países da Opep no mecanismo de emergência da Agência Internacional da Energia (AIE).

A capacidade excedente dos países produtores poderia ser incluída nos estoques da AIE, e em troca lhes seria garantido que teriam sempre preferência em caso de terem que recorrer às reservas por uma hipotética crise.

O resto das reservas controladas pelos membros da AIE só seria empregado uma vez esgotadas as da Opep.

Outro fator que contribui para o encarecimento do petróleo, segundo o relatório, é a resistência dos Governos da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) a intervir nos mercados energéticos.

O mercado por si só não é capaz de fornecer incentivos suficientes para a conservação energética, nem para a substituição das energias tradicionais por outras novas.

Essa atitude de laissez-faire não reduziu a demanda, nem contribuiu para elevar a oferta, critica o relatório, segundo o qual é possível que os Governos modifiquem sua postura devido ao drástico aumento dos preços. EFE jr/gs

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