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Um estudo realizado por três organismos internacionais mostrou que as companhias com melhores práticas de governança corporativa tiveram um desempenho melhor durante o período da crise, tanto em relação ao valor das ações negociadas em bolsa como nos principais indicadores financeiros. O levantamento é uma iniciativa conjunta do International Finance Corporation (IFC), da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e do Global Corporate Governance Forum e foi divulgado hoje em São Paulo.

Um estudo realizado por três organismos internacionais mostrou que as companhias com melhores práticas de governança corporativa tiveram um desempenho melhor durante o período da crise, tanto em relação ao valor das ações negociadas em bolsa como nos principais indicadores financeiros. O levantamento é uma iniciativa conjunta do International Finance Corporation (IFC), da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e do Global Corporate Governance Forum e foi divulgado hoje em São Paulo. Participaram do estudo 12 empresas da América Latina que foram consideradas pioneiras na adoção dessas práticas em seus países. São elas: Argos (Colômbia); Ferreyros (Peru); Homex (México); ISA (Colômbia); e Marcopolo, Natura, Net, Suzano, Ultrapar, CCR, CPFL e Embraer (Brasil). O desempenho dessas empresas, reunidas no grupo Círculo das Companhias, foi comparado aos resultados alcançados pelas demais companhias da região listadas em bolsa. O levantamento analisou o comportamento das ações em 2008, ano em que teve início a crise financeira global. Naquele ano, o valor médio da cotação das 12 empresas do círculo apresentou queda de 41,3%. Ao considerar todas as companhias da América Latina, a queda foi maior, 46,5%. Já o retorno sobre o patrimônio líquido médio das empresas do círculo ficou em 7,9%, ante 5,1% do conjunto de companhias latino-americanas. Já a margem Ebitda do Círculo das Companhias foi de 18,6%, acima dos 13,7% das demais empresas. O estudo foi um complemento ao livro "Guia Prático de Governança Corporativa: Experiências do Círculo das Companhias da América Latina", que estava para ser lançado quando teve início a crise financeira global. A obra é dividida em sete capítulos e traz as experiências dessas 12 empresas na implementação de suas práticas de governança corporativa. O objetivo do estudo foi consolidar as experiências das empresas pioneiras e mostrar que a adoção de boas práticas de governança podem ser medidas por indicadores operacionais e também gerar para a empresa uma redução no custo de captação de recursos. O livro leva em conta o desempenho das companhias entre 2005 e 2007. Nesse período, as empresas do círculo obtiveram um retorno sobre o patrimônio médio de 21,7%, enquanto o restante das companhias da América Latina obtiveram uma média de 16,7%. Em relação ao valor das ações, o livro analisou uma carteira hipotética com papéis das companhias que fazem parte desse círculos. Entre 31 de dezembro de 1997 e o final de 2008, o valor médio dessas ações variou positivamente 1.445%, ante 241% da carteira ponderada com todas as demais empresas latino-americanas.

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