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Estudo diz que mesmo com medidas estatais mercado segue hesitante

Nova York, 19 nov (EFE).- Os investidores desconfiam ainda da capacidade das medidas adotadas pelos Governos e os bancos centrais para fazer frente a uma possível recessão mundial e, por isso, ainda se mostram na defensiva em suas decisões de investimento, afirmou o banco de investimentos Merrill Lynch.

EFE |

A entidade financeira divulgou hoje os resultados de uma pesquisa feita na semana de 7 a 13 de novembro entre 180 gerentes de fundos de investimento de todo o mundo.

Os resultados mostram que quatro de cada cinco investidores acredita que o mundo permanecerá em recessão durante os próximos anos.

Para tratar de evitá-lo, as autoridades iniciaram medidas que incluem estímulos fiscais, injeções maciças de capital para aumentar a liquidez e cortes das taxas de juros.

No entanto, "os investidores ainda não estão dispostos a dar a essas políticas o benefício da dúvida", assegura a entidade financeira em seu relatório.

Dos indagados, 40%, por exemplo, consideram que a política monetária de suas regiões ainda é "restritiva demais".

"Os investidores mantêm sua mentalidade defensiva. Muitos deles levam em conta as políticas de resposta internacional adotadas nas últimas semanas, mas talvez o medo de uma deflação lhes faça tomar cuidado", explicou Gary Baker, analista para a chamada zona Emea (Europa, Oriente Médio e África) da Merrill Lynch.

Para ele, os mercados ainda têm que fazer frente a uma forte aversão ao risco por parte dos investidores e a uma grande volatilidade nos mercados de divisas.

Na hora de investir na bolsa de valores, os gerentes confiam mais nas firmas americanas que nas européias ou asiáticas, segundo o relatório, já que, apesar do sombrio cenário internacional, acham que os resultados empresariais nos EUA seriam melhores que em outros países.

Por outro lado, 85% dos indagados que centram suas atividades na Ásia estão convencidos de que a economia chinesa vai perder força nos próximos 12 meses, mas ressaltam que, no entanto, os investimentos nesse país predominam em relação a outros países da região.

Fora isso, 58% dos indagados acredita que a política monetária européia é excessivamente restritiva.

Enquanto em junho mais da metade dos procurados pela pesquisa acreditavam que a inflação na Europa aumentaria nos próximos 12 meses, agora 92% prevêem que descerá.

"Decididos a buscar o crescimento, os investidores parecem estar fechando os olhos perante o risco de inflação", assegurou Karen Olney, estrategista de Merrill Lynch para a Europa. EFE mgl/rr

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