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Estrangeiros retiram US$ 4 bi da Bovespa desde julho

Estrangeiros retiraram mais de US$ 4 bilhões em aplicações da Bolsa de Valores de São Paulo desde julho. Números apresentados nesta quinta-feira pelo Banco Central mostram que esse movimento dá sinais de desaceleração em agosto.

Agência Estado |

Boa parte dessa saída tem sido compensada, em parte, pela migração para os títulos de renda fixa, que se tornam ainda mais atrativos com o aumento do juro básico da economia.

Em julho, estrangeiros venderam o equivalente a US$ 3,779 bilhões em ações listadas na Bovespa, valor 1.264% maior que a saída de US$ 277 milhões vista em junho. Dado preliminar de agosto mostra que a saída diminuiu para US$ 410 milhões no acumulado do mês até hoje. A redução de ritmo coincide com a melhora de humor na Bolsa. Segundo operadores, investidores voltaram a adquirir "pechinchas" após dias seguidos de fortes quedas dos preços.

A despeito da venda das ações em São Paulo, os papéis das mesmas empresas listadas em mercados externos, como em Nova York, continuam atraindo investidores. Em julho, estrangeiros compraram US$ 3,662 bilhões em ADRs - sigla em inglês para recibo de ações - de companhias brasileiras. O lançamento de papéis da Vale do Rio Doce, que captou cerca de US$ 12 bilhões no mês passado no Brasil e exterior, explica o resultado.

Renda fixa

A fuga de estrangeiros do mercado acionário é acompanhada por movimento contrário na renda fixa. Ao vender as ações, muitos têm comprado títulos que pagam juros que acompanham a taxa Selic. Em julho, esses papéis atraíram US$ 4,339 bilhões. A migração coincide com o aumento acima do esperado do juro básico em julho, que teve alta de 0,75 ponto porcentual, para 13% ao ano.

O ex-diretor do BC Emílio Garófalo diz que o potencial de atração da Selic tem sido "potencializado" pela manutenção das taxas de juro nos Estados Unidos e Europa. "Havia expectativa de que o juro subisse nesses mercados. Mas com a recente queda das commodities (matérias-primas), essa perspectiva diminuiu e o Brasil voltou a ser encarado como uma opção atrativa", diz.

 

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