SÃO PAULO - A compra de ativos financeiros de longo prazo por estrangeiros aumentou nos Estados Unidos durante o mês de fevereiro. Segundo o Departamento do Tesouro, o montante líquido investido em ações, bônus e títulos aumentou em US$ 47,1 bilhões, contra US$ 15 bilhões registrados no primeiro mês do ano.

SÃO PAULO - A compra de ativos financeiros de longo prazo por estrangeiros aumentou nos Estados Unidos durante o mês de fevereiro. Segundo o Departamento do Tesouro, o montante líquido investido em ações, bônus e títulos aumentou em US$ 47,1 bilhões, contra US$ 15 bilhões registrados no primeiro mês do ano. A maior demanda por exposição aos EUA deve continuar subindo conforme a economia dá mostras de que entra em um período de recuperação mais sólida. Fora isso, como notou a Wells Fargo Securities os ativos americanos se beneficiam da menor vontade dos agentes em se expor à Europa, que sofre com problemas fiscais. Ainda de acordo com o Tesouro, os governos estrangeiros registraram venda líquida de US$ 1,2 bilhão em ativos americanos durante o segundo mês de 2010, uma redução quando comparado aos US$ 4,2 bilhões registrados em janeiro. Já os investidores privados compraram, também em termos líquidos, US$ 52,5 bilhões em ações e títulos. A demanda internacional pelos treasuries, títulos da dívida, aumentou em US$ 48,1 bilhões em fevereiro, menos que os US$ 61,4 bilhões demandados em janeiro. Pelo quarto mês consecutivo a China vendeu dívida americana. Em fevereiro, os chineses se desfizeram de US$ 11,5 bilhões, mas ainda respondem pela maior fatia dos treasuries, US$ 877,5 bilhões. Já o Japão, segundo maior financiador dos EUA, tomou outros US$ 3,1 bilhões em dívida, elevando seu estoque para US$ 768 bilhões. A demanda privada de treasuries atingiu US$ 47 bilhões, também menor que os US$ 60,8 bilhões do mês anterior. Já a compra de ações teve crescimento líquido de US$ 13 bilhões, um forte avanço sobre os US$ 4,5 bilhões registrados em janeiro. (Eduardo Campos | Valor)
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