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Estrangeiro vende e Bovespa cai 1,72%; dólar sobe 1,66%, R$ 2,385

SÃO PAULO - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) bem que tentou, mas o sinal externo negativo está falando mais alto. Depois de subir 1,7% pela manhã, por volta das 13h15 o Ibovespa registrava queda de 1,72%, aos 37.

Valor Online |

327 pontos, com giro financeiro em R$ 1,12 bilhão.

Graficamente a situação começa a ficar complicada, pois o índice se aproxima dos 36.300 pontos. Perdido esse patamar, o Ibovespa sai no canal de alta e retomadas de curto prazo ficariam mais difíceis.

Segundo operador de mercado que prefere não se identificar, assim que os negócios começaram em Wall Street, os investidores estrangeiros entraram batendo nos papéis brasileiros.

"Quando o estrangeiro entra não dá para segurar. Aqui ninguém tem peito da fazer frente às vendas", resume.

O pessimismo segue elevado em Wall Street, onde o Dow Jones apontava queda de 1,39%, enquanto o Nasdaq recuava 1,21%. Na agenda do dia, o Índice de Preços ao Produtor (PPI) dos EUA, que apontou deflação de 1,9% em dezembro, contra expectativa de queda de 2%. O núcleo do indicador, que tira os alimentos e a energia da conta, subiu 0,2%, acima do 0,1% esperado. Também foi divulgado o indicador referente aos pedidos por seguro-desemprego, que subiram em 54 mil na semana passada, para 524 mil, pouco acima do esperado.

O ponto "positivo" da manhã foi o resultado do JP Morgan Chase, que fechou o quarto trimestre com lucro de US$ 702 milhões, ou US$ 0,07 por ação, resultado dentro do esperado. Apesar de ter ficado no azul, o lucro teve queda de 76% sobre 2007.

Ainda de acordo com o especialista de mercado, a queda acentuada no preço do petróleo estimula a venda das ações da Petrobras, que chegaram a subir mais de 1% durante boa parte da manhã. Há pouco, o papel caía 1,80%, para R$ 22,88. Perda também para Vale PNA, que custava R$ 25,17, queda de 2,06%.

Os bancos também ensaiaram alta, mas não resistem à pressão vendedora. Itaú PN caía 2,05%, para R$ 23,86. E Bradesco PN recuava 1,90%, a R$ 20,61. Destaque para o papel PN do BicBanco, que ganhava 12,50%, para R$ 4,50, em meio a rumores de que o Bradesco estaria negociando a compra da instituição voltada ao crédito para pequenas e médias empresas.

Na ponta compradora, Rossi ON se valorizava 4,63%, para R$ 4,29. Net PN aumentava 3,77%, a R$ 14,02, e Gol PN subia 3,19%, para R$ 10,34.

Do outro lado, o setor de papel e celulose liderava as vendas. VCP PN recuava 6,21%, para R$ 16,31, e Aracruz PNB se desvalorizava 4,77%, a R$ 2,59.

Com as bolsas firmando baixa e a aversão ao risco apontando para cima, a demanda por moeda estrangeira voltou a ganhar corpo e, há pouco, o dólar comercial valia R$ 2,385 na venda, alta de 1,66%. O Banco Central já vendeu moeda no mercado à vista, mas a autuação não afetou o preço.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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