SÃO PAULO - O movimento de maior aversão a risco que toma conta dos mercados devido às preocupações com a dívida soberana de países europeus segue afetando a atuação do investidor estrangeiro na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). O não residente tem ampliado a retirada de recursos do mercado acionário doméstico nos últimos 15 dias, na maior sequência seguida de redução neste ano. A atuação do estrangeiro na Bovespa acumulou saldo negativo de R$ 2,72 bilhões até 11 de maio, o que ajuda a explicar a baixa de 6,76% do Ibovespa no período.

SÃO PAULO - O movimento de maior aversão a risco que toma conta dos mercados devido às preocupações com a dívida soberana de países europeus segue afetando a atuação do investidor estrangeiro na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). O não residente tem ampliado a retirada de recursos do mercado acionário doméstico nos últimos 15 dias, na maior sequência seguida de redução neste ano. A atuação do estrangeiro na Bovespa acumulou saldo negativo de R$ 2,72 bilhões até 11 de maio, o que ajuda a explicar a baixa de 6,76% do Ibovespa no período. No acumulado deste mês, até terça-feira, as vendas do não residente superavam suas compras em R$ 1,327 bilhão. A participação dos investidores institucionais em maio também está negativa em R$ 146,5 milhões, enquanto as compras de pessoas físicas superam as vendas em R$ 633,1 milhões no intervalo. Somente no dia 11, quando o Ibovespa recuou 1,57%, o estrangeiro reduziu sua posição no mercado brasileiro em R$ 102,6 milhões. No acumulado do ano, o saldo do investidor não residente está negativo em R$ 2,61 bilhões. (Beatriz Cutait | Valor)

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