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Estoques garantem Natal do iPhone

A alta do dólar e o risco de escassez de crédito não devem arrefecer as vendas de celulares até o fim do ano, em especial no Natal, a mais importante data para o setor de telecomunicações. Com a maior parte dos estoques já comprados - e pagos com a moeda cotada abaixo dos R$ 2 -, as operadoras de telefonia dizem que conseguirão neutralizar, ao menos no curto prazo, os impactos do câmbio sobre o preço dos aparelhos, que têm 90% de seus componentes trazidos do exterior.

Agência Estado |

A expectativa se estende às vedetes da telefonia móvel no País neste segundo semestre: os iPhones, grande aposta de algumas operadoras. Analistas que acompanham o mercado afirmam que foram feitas encomendas grandiosas dos aparelhos no exterior. Com custo médio de R$ 1 mil, a contaminação do câmbio poderia ser fatal para as estratégias de venda das companhias.

"Esta é a grande aposta das operadoras móveis para o Natal e o preço tem sido o principal chamariz de concorrência. Mas, a exemplo dos demais aparelhos, as empresas estão estocadas", comenta o analista do Banif Alex Pardellas.

A antecedência de praxe de, pelo menos, três meses nas compras de Natal veio em boa hora para as operadoras que apostaram no iPhone. Isto porque, ao contrário do que ocorre com a maior parte dos modelos que chegam ao Brasil, os iPhones são montados no exterior. O impacto da variação do dólar no preço, portanto, é maior.

O consultor Eduardo Tude, da Teleco, manteve sua projeção de crescimento de, pelo menos, 3% nas vendas de novas linhas de celulares para o Natal. "O consumidor ainda não tem a sensação da crise. Além do mais, os aparelhos estão comprados e chegarão às lojas sem variação de preço ditada pelo câmbio. Deveremos ter no Natal um desempenho similar ao do ano passado, quando houve expansão de 4% nas vendas."

Os números divulgados nesta semana pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) deram novo fôlego às projeções dos especialistas. De acordo com a agência, a base de assinantes de telefonia móvel continua crescendo a passos largos, atingindo, em setembro, a marca de 140 milhões de linhas, 54% superior na comparação com todo o ano passado.

Para Tude, somente em dezembro deverão ser vendidas 4,7 milhões novas linhas, estimativa similar à do analista de telecomunicações do Banif. "Não revi minhas projeções. O câmbio não vai influenciar agora, o impacto será muito residual, focado em alguns lançamentos que ainda estão sendo comprados", diz ele.

Sem medo da crise, a Oi se diz confiante nas vendas de fim de ano. A empresa, que guarda a sete chaves suas estimativas, afirma que tem estoques suficientes para o Natal e para os primeiros meses de 2009. "Até por conta da nossa entrada em São Paulo, em outubro, fizemos uma grande compra em cima do dólar antigo. Portanto, não enfrentaremos este problema nos próximos meses", afirma o Roderley Generali, diretor de mercado para São Paulo.

Ele defende que o foco da companhia tem sido a venda de chips e não de celulares, o que reduziria o impacto da alta do dólar. "O chip custa barato. Cerca de US$ 2", acrescenta.

A TIM, por sua vez, aponta para possível mudança de cenário no ano que vem. "Estamos avaliando as conseqüências junto aos nossos fornecedores para definir os preços a serem praticados sem perder o nosso foco de crescimento com rentabilidade", diz a empresa, em nota.

De acordo com especialistas, as compras de aparelhos para o primeiro trimestre de 2009 começam a ser negociadas em outubro e se estendem por novembro. Por conta disso, já existe consenso de que os preços vão mudar. "Acredito que os aparelhos poderão encarecer de 10% a 15% no primeiro trimestre do ano que vem. Essa alta será mais forte nos aparelhos ligados a planos de menor consumo ou pré-pagos, nos quais as empresas estarão menos dispostas a manter subsídios", ressalta Vinícius Caetano, da consultoria IDC.

Alex Pardellas também prevê maior rigidez na concessão de aparelhos subvencionados. "A redução dos subsídios já era esperada, principalmente por conta da portabilidade. Com a elevação do dólar este movimento se intensifica. Só receberá aparelho com desconto cliente que apresentar ótimas taxas de retorno", analisa. É o caso do consumidor dos iPhones e aparelhos que comportem transmissão de dados. As informações são da edição de domingo do O Estado de S. Paulo.

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