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Estoque de grãos terá 6 milhões/t

O governo decidiu quadruplicar os estoques oficiais de grãos para ter um novo instrumento contra a alta do preço dos alimentos no mercado interno. A meta, constante do Plano de Safra Agrícola e Pecuário 2008/2009, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anuncia amanhã em Curitiba e ao qual o Estado teve acesso, é elevar os estoques de 1,5 milhão de toneladas, volume atual, para 6 milhões de toneladas em 2009.

Agência Estado |

O governo aposta na elevação da produção nacional de alimentos para atravessar o atual período de agravamento da inflação mundial. O estoque total será o maior desde 2006, quando os armazéns públicos armazenavam cerca de 4 milhões de toneladas de grãos.

A maior parte do novo estoque - 4,1 milhão de toneladas - será de milho. O produto é considerado estratégico do ponto de vista do controle dos índices de inflação, já que o grão é matéria-prima da avicultura, da suinocultura e da pecuária de corte e de leite.

A medida demandará R$ 3,8 bilhões em recursos do governo. Para garantir a compra e a recomposição dos estoques, o governo fará leilões neste ano, antes do período de plantio da safra, em setembro. Nesses leilões, o governo sinalizará aos agricultores o preço de venda de determinados produtos. Assim, o produtor terá mais segurança em relação aos preços. Normalmente, as cotações caem nos períodos de colheita.

Além de recompor os estoques, a medida visa garantir a comercialização da safra a preços compatíveis com os custos de produção.

A falta de estoques públicos de grãos impediu que o governo interferisse de forma mais efetiva no mercado para frear a escalada dos preços dos alimentos este ano. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) tem em seus armazéns apenas 1,4 milhão de toneladas de arroz, cereal que está sendo vendido em leilões.

No total, a agricultura empresarial vai contar com R$ 65 bilhões na safra 2008/09, R$ 7 bilhões a mais que o previsto no plano anterior. Outros R$ 13 bilhões serão destinados à agricultura familiar, em um programa a ser anunciado na quinta-feira, somando um total de R$ 78 bilhões.

O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, avalia que a liberação dos recursos, aliada à alta dos preços dos produtos agrícolas no mercado internacional, vai resultar em incremento de 5% a 6% na safra agrícola do próximo ano. "Um aumento extraordinário, considerando o histórico de crescimento do setor", avaliou ele, na semana passada.

Do total previsto, R$ 10 bilhões irão para os programas de investimento. Na safra atual, 2007/08, foram disponibilizados R$ 9,050 bilhões para essas linhas. Do volume previsto para a safra 2008/09, R$ 6,5 bilhões serão disponibilizados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O restante, R$ 3,5 bilhões, sairá do caixa dos Fundos Constitucionais.

Além disso, por causa do aumento dos custos de produção, o governo vai elevar os limites individuais de financiamento para a próxima safra. O enfoque do Plano de Safra é estimular a produção de quatro produtos "sensíveis": arroz, feijão, milho e trigo. No caso do arroz e do feijão, o limite individual vai passar de R$ 300 mil por produtor para R$ 400 mil. EsSe valor vale para lavouras de sequeiro. Para arroz, feijão e trigo irrigados e para o milho o limite vai passar de R$ 450 mil para R$ 550 mil.

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