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Estimular emprego é essencial para reativar economia, diz Merkel

Berlim, 5 jan (EFE).- A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, defendeu hoje os investimentos estatais como ponto essencial do segundo plano de reativação econômica do país, cujo objetivo principal, segundo ela, deve ser assegurar os postos de trabalho.

EFE |

Em declarações à primeira cadeia da televisão pública alemã "ARD", Merkel disse que agora também se deve "refletir" sobre em que aspectos se pode "aliviar" os cidadãos, em relação à rodada de negociações da coalizão governante que começou hoje para debater sobre o futuro plano.

A chanceler fez assim um exercício de equilíbrio diante das diferentes propostas apresentadas no encontro por democratas-cristãos (CDU) e sociais-cristãos (CSU), de um lado, e sociais-democratas (SPD), de outro.

Segundo Merkel, no debate governamental interno "desempenharão um papel destacado" questões como os impostos e cotações dos seguros de desemprego, idade e doença.

O porta-voz do Governo alemão, Ulrich Wilhelm, afirmou hoje que o gabinete adiou a decisão final sobre seu segundo plano econômico para a próxima semana, após as negociações entre cristãos e sociais-democratas começarem marcadas pelo desacordo.

Democratas-cristãos (CDU), sociais-cristãos (CSU) e sociais-democratas (SPD) diferem em grande parte de seus planos para aliviar a crise econômica na Alemanha embora todos coincidam na necessidade de reforçar os investimentos, especialmente em infra-estrutura.

O projeto dos dois partidos que formam a união liderada pela chanceler, Angela Merkel, CDU e CSU, contempla um pacote de 50 bilhões de euros que se dividtiria entre 2009 e 2010, anunciou hoje o líder do grupo parlamentar da CDU, Volker Kauder.

O acordo dos dois entre contempla principalmente reduções de tributos e das contribuições aos seguros médicos e prevê investimentos em infra-estrutura.

A direção do Partido Social -Democrata Alemão (SPD) fechou ontem a proposta de um segundo plano de reativação econômica para a Alemanha no valor de 40 bilhões de euros, um dia antes de começarem as negociações da coalizão governamental sobre esta questão.

As negociações se centrarão agora, portanto, em acertar as diferenças entre conservadores e sociais-democratas, que rejeitam as reduções tributárias e, pelo contrário, querem elevar a carga tributárias dos cidadãos de renda mais alta.

O Governo de Merkel aprovou em novembro um primeiro programa de reativação econômica de 35 bilhões de euros, que foi criticado, dentro e fora da Alemanha, por sua suposta fraqueza. EFE nvm/jp

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