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Este será o melhor Natal desde 2003, diz Lula

BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, ontem, no almoço de fim de ano com oficiais-generais das Forças Armadas, que este será o melhor Natal desde que começou a participar do evento, em dezembro de 2003. Para ele, o país está crescendo porque está mais preparado que em momentos anteriores para enfrentar as turbulências internacionais.

Valor Online |

" Nós vamos combinar a seriedade fiscal com a responsabilidade de gerenciar o desenvolvimento deste país " , disse Lula.

Lula reconheceu que, apesar de todas as medidas tomadas pelo Banco Central (BC), como a liberação do depósito compulsório, " não existe dinheiro para crédito " , eximindo de culpa os bancos públicos, que, segundo ele, estão batendo recordes de financiamento.

O que mais preocupa o presidente, contudo, é o que chamou de " crise do pânico " . Ao lado do comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, Lula afirmou que há uma crise real, que atingiu profundamente os países ricos e que, portanto, vai mexer com os países que exportam muito. Mas ressalvou que existe também " uma crise de pânico, ou seja, aquela crise da pessoa que mesmo tendo recursos não quer comprar porque ouviu dizer que tem uma crise " . Segundo o presidente, uma parcela da população está assustada e não quer comprar " sequer as coisas elementares, que em qualquer outro momento a gente compraria, principalmente bens duráveis " .

Lula disse que o governo está tomando todas as medidas para fazer com que a crise atinja o Brasil em uma proporção bem menor do que o verificado na Europa e nos Estados Unidos, onde a recessão já está instalada. Lembrou que as principais crises da década de 90 - a mexicana, a asiática e a russa - provocaram perdas de US$ 200 bilhões. " Essa crise de hoje já ultrapassou os US$ 4 trilhões. "
Segundo o presidente, a crise deve ser encarada como uma oportunidade para o Brasil fazer tudo o que deveria ter feito ao longo dos últimos anos e acabou relegando para segundo plano. " Vamos fazer com que as indústrias que produzam e que geram empregos tenham o crédito necessário para que a gente possa vencer essa batalha. "
Ele disse estar convencido de que a partir de 2010 a crise será coisa do passado no Brasil e nos outros países, " até porque nenhum presidente vai agüentar mais de um ano com uma crise nas costas, gerando desemprego e abandono de residência, como está nos Estados Unidos " .

(Paulo de Tarso Lyra | Valor Econômico)

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