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Estatal quer perfurar 11 poços na área em 2009

A Petrobras quer perfurar em 2009 pelo menos 11 poços na região do pré-sal na Bacia de Santos, no entorno da área de Tupi, onde foram identificadas reservas potenciais entre 5 bilhões e 8 bilhões de barris de óleo. A informação foi dada ontem pelo gerente-geral da unidade de negócios de exploração e produção da Bacia de Santos da Petrobras, José Luiz Marcusso.

Agência Estado |

Este ano, o cronograma prevê a perfuração de poços, entre eles Júpiter - onde a companhia procura confirmar a existência de óleo além do gás já encontrado - e mais Guará, Taquari e Ilhabela.

Para cumprir o cronograma planejado para o próximo ano, Marcusso disse que a companhia espera a chegada de três novas sondas de perfuração. Todas elas serão destinadas ao pré-sal. Ainda este ano, segundo ele, devem chegar ao Brasil outras quatro sondas, porém todas com capacidade para explorar reservas localizadas em até 700 metros de profundidade - a área do pré-sal na Bacia de Santos tem profundidades superiores a 2 mil metros.

O executivo incluiu nessa conta a sonda encomendada pela estatal à Sevan Marine, que foi contratada para atuar no Golfo do México, mas será transferida para a Bacia de Santos em função da necessidade de equipamentos para a avaliação das descobertas do pré-sal. Até 2011 a Petrobras planeja contar com 20 novas sondas de perfuração, sendo 14 delas destinadas a águas ultraprofundas.

Para analistas do mercado, a companhia não deve anunciar grandes descobertas este ano, por conta da falta de plataformas capazes de operar em águas ultraprofundas. A equipe de analistas do banco de investimento Banif, por exemplo, lembra que apenas duas descobertas devem ser anunciadas no pré-sal, uma vez que duas sondas estão operando na área. Mas a própria Petrobras já informou, ressaltam os analistas, que os números referentes a volumes nestas áreas só devem ser divulgados no segundo semestre de 2009.

Na análise da equipe do Banif, a divulgação de dados sobre volumes descobertos só será possível este ano se a espanhola Repsol decidir manter no Brasil uma plataforma que está atualmente perfurando no prospecto de Carioca (BM-S-9). "É uma perspectiva de sabermos algo mais sobre aquela área", avaliou. A sonda que está atuando em Carioca foi um empréstimo da Repsol, parceira no bloco, para aprofundar as pesquisas na área, onde foram identificadas reservas potenciais de óleo leve.

Além dos poços em águas profundas, a Petrobras procura reservas abaixo da camada de sal em regiões mais rasas da Bacia de Santos. No momento, a empresa perfura poços nos blocos BM-S-12, no sul da Bacia, e BS-1, na região central. Os dois poços vão buscar objetivos abaixo dos 5 mil metros de profundidade. A Bacia do Espírito Santo é outro foco de atuação em busca de reservas do pré-sal. Lá, um poço desse tipo já foi conectado à plataforma P-34, em Jubarte, e está pronta para começar a produzir.

A americana Anadarko é outra companhia a apostar em jazidas abaixo da camada de sal e está perfurando um poço de grande profundidade na Bacia de Campos, em um prospecto batizado de Wahoo. A companhia é sócia da Petrobras em uma descoberta do pré-sal do Espírito Santo, que deve ser testada tão logo o poço de Wahoo seja concluído. Isso porque os dois projetos usarão a mesma plataforma de perfuração.

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