SÃO PAULO - Está descartada a possibilidade de que empresas controladas pela Eletrobrás integrem consórcios rivais durante a licitação da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu (PA). Situação diferente foi observada nos leilões do complexo do Madeira, em que controladas como Furnas e Chesf, por exemplo, ficaram em lados opostos do processo.

A informação foi dada hoje pelo presidente da estatal, Luiz Antonio Muniz Lopes, que afirmou que a Eletrobrás ainda não definiu de que forma irá participar da disputa pelo empreendimento, um dos mais importantes do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), com potência de 11.182 MW - mais do que as duas usinas do Madeira somadas.

Segundo ele, está em fase de conclusão o Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA-RIMA), que deve ser entregue ao Ibama em outubro próximo. A partir de então, a Eletrobrás poderá solicitar a licença prévia do empreendimento, para depois decidir, juntamente com o Planalto, o tamanho de sua participação na licitação.

Muniz também foi questionado sobre a liberação dos dividendos atrasados da companhia, assunto que ontem mexeu com o mercado. A informação sobre o possível pagamento levou a ação da companhia a registrar alta de 11,2%, para depois perder o fôlego e fechar com valorização de 2,97%. No entanto, o executivo disse apenas que sua expectativa é de que o imbróglio seja resolvido ainda em 2008 e que o anúncio sobre um eventual acordo será feito pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão.

(Murillo Camarotto | Valor Online)

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