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Estatais aceleram ritmo dos investimentos

As empresas estatais federais aceleraram os investimentos no auge da crise internacional. Em novembro e dezembro de 2008, período em que a economia brasileira já estava em franca desaceleração, elas investiram R$ 15,02 bilhões.

Agência Estado |

Somente o Grupo Petrobrás investiu R$ 12,94 bilhões no período, 86,2% do total do conjunto dessas empresas, de acordo com dados do Departamento de Coordenação e Controle das Empresas Estatais (Dest), órgão do Ministério do Planejamento.

No último bimestre de cada ano, tradicionalmente, ocorre o maior volume dos investimentos das estatais federais. Em novembro e dezembro de 2007, por exemplo, elas investiram R$ 9,29 bilhões, o que representou 23,24% do total do ano.

Em novembro e dezembro de 2008, os investimentos representaram 28,21% do total do ano. Ou seja, houve uma aceleração em relação ao mesmo período de 2007. Essa elevação pode refletir a decisão do governo de utilizar essas empresas para evitar uma contração ainda mais forte da economia, compensando a queda dos investimentos privados.

Em 2008, segundo o Dest, os investimentos executados pelas estatais federais bateram mais um recorde e atingiram R$ 53,24 bilhões, o que representou um aumento de 33,2% em relação a 2007, quando elas aplicaram R$ 39,97 bilhões. O valor efetivamente investido representou 79,1% da dotação total para as 72 empresas do setor produtivo, prevista no Orçamento da União de 2008.

Os dados do Dest mostram que 82,2% dos investimentos das estatais foram realizados com recursos próprios, enquanto apenas 11,2% foram financiados por operações de crédito de longo prazo. Isso indica que o atual estrangulamento do mercado de crédito internacional pode ter um efeito relativamente pequeno nos investimentos das estatais brasileiras este ano.

O Grupo Petrobrás investiu R$ 46,88 bilhões em 2008, um aumento de 35% em relação a 2007. O total investido pelo grupo representou 88,05% do conjunto das estatais do setor produtivo e 85,4% de sua dotação orçamentária para 2008, acima, portanto, da execução média dessas empresas.

Alguns programas relacionados, principalmente, com as áreas de petróleo e energia tiveram uma execução ainda maior. O investimento do programa de pesquisa e desenvolvimento tecnológico nas áreas de petróleo e gás natural, por exemplo, atingiu 96,4% do limite autorizado para o ano; o desenvolvimento tecnológico do setor de energia executou 93,6% do investimento programado; e o programa de oferta de petróleo e gás natural, 93%.

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