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Estados Unidos vão criar programa para comprar ações de bancos, afirma Paulson

Após uma reunião em Washington, o G-7 (grupo dos sete países mais industrializados do mundo) anunciou, nesta sexta-feira, um plano de ação contra a crise financeira, que inclui o uso de todas as ferramentas disponíveis para evitar a quebra de bancos grandes. http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2008/10/10/entenda_as_quedas_acentuadas_nas_bolsas_de_valores_2025926.html target=_topEntenda as quedas acentuadas nas bolsas de valores http://ultimosegundo.ig.com.br///multimidia//galeria_de_fotos/2008/10/10/dia_de_panico_171851.html target=_topO mercado financeiro em imagens nesta sexta-feira

Redação com agências internacionais |

Reuters
Henry Paulson, presidente do Tesouro
Henry Paulson, secretário do Tesouro dos EUA

As ações que devem ser adotadas pelo G-7 incluem, segundo comunicado divulgado na noite desta sexta-feira, medidas para evitar a falência de instituições financeiras importantes, descongelar os mercados de crédito, assegurar acesso à liquidez e reativar os mercados hipotecários secundários.

Além disso, o G-7 citou "a necessidade urgente para reforma do sistema financeiro". "O G-7 é forçado a estabelecer uma parceria e cooperação internacional robusta", afirmou o secretário do Departamento do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, destacando que os Estados Unidos estão criando um programa para comprar ações dos bancos.

Segue a íntegra do comunicado oficial do G-7:

"O G-7 concordou hoje que a atual situação pede ação urgente e excepcional. Nos comprometemos a continuar trabalhando juntos para estabilizar os mercados financeiros e restaurar o fluxo de crédito para dar suporte ao crescimento econômico global. Concordamos em:

1. Adotar ação decisiva e usar todos os instrumentos disponíveis para dar suporte a instituições financeiras importantes ao sistema e evitar sua falência.

2. Adotar todas as medidas necessárias para descongelar os mercados de crédito e assegurar que os bancos e outras instituições financeiras tenham amplo acesso à liquidez e financiamento.

3. Assegurar que nossos bancos e outras grandes instituições financeiras intermediárias, quando necessário, possam levantar capital de fontes públicas, assim como privadas, em montantes suficientes para restabelecer a confiança e permitir que eles continuem a emprestar para os consumidores domésticos e empresas.

4. Assegurar que nossos respectivos programas nacionais de seguro e garantia de depósitos sejam robustos e consistentes para que nossos depositantes de varejo continuem a ter confiança na segurança de seus depósitos.

5. Adotar ação, quando apropriado, para reiniciar os mercados secundários para ativos hipotecários e outros ativos securitizados. São necessárias a divulgação de avaliação precisa e transparente de ativos e a implementação consistente de padrões contábeis de alta qualidade.

As ações devem ser tomadas de forma a proteger os contribuintes e evitar efeitos potencialmente prejudiciais sobre outros países. Vamos usar os instrumentos de política macroeconômica quando necessário e apropriado.

Vamos dar forte suporte ao papel crítico do FMI (Fundo Monetário Internacional) em assistir os países afetados por esta desordem. Vamos acelerar a completa implementação das recomendações do Fórum de Estabilidade Financeira e estamos comprometidos com a necessidade urgente para reforma do sistema financeiro. Vamos fortalecer mais nossa cooperação e trabalhar com outros (países) para executar este plano." 

O G-7 é formado por Estados Unidos, Canadá, Japão, França, Itália, Alemanha e Reino Unido.

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