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Estados Unidos deslizam para perigosa via da deflação

Os Estados Unidos parecem tender para o perigoso caminho da deflação, de acordo com os números divulgados nesta quarta-feira, que revelam em outubro uma queda dos preços ao consumidor e do setor de construção imobiliária sem precedentes desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

AFP |

O Índice de Preços ao Consumidor retrocedeu 1,0% em outubro, segundo os números corrigidos por variações sazonais, um desempenho jamais visto desde a primeira publicação dessa estatística, em 1947.

Essa queda obedece, principalmente, à baixa da cotação das matérias-primas, com um preço ao consumo da energia que perdeu 8,6% em outubro. O índice de base, que exclui energia e alimentação, também recuou (-0,1%), pela primeira vez em 25 anos.

Além disso, a depressão do setor da construção se agravou, com o início de obras de novas casas em 791.000 unidades em ritmo anual, seu nível mais baixo desde janeiro de 1959 - uma queda de 4,5% em relação ao mês anterior.

As perspectivas também se mostram preocupantes, já que foram concedidas apenas 708.000 autorizações de construção em outubro (em ritmo anual), 12,0% a menos do que no mês precedente. É o menor nível desde o início dessa estatística, em janeiro de 1960. Outubro também registrou outro recorde: a queda mais pronunciada das vendas varejistas (-2,8%).

Os números de emprego são igualmente catastróficos: 240.000 postos de trabalho perdidos, e um desemprego de 6,5%, o mais alto desde março de 1994.

Todos esses indicadores apontam na mesma direção: após uma desaceleração do crescimento, os EUA entraram em recessão, o que implica um golpe nos preços.

"Devemos nos preocupar com a deflação, nos Estados Unidos, na Europa, no Japão, no mundo inteiro (...) Uma vez que se caia em uma armadilha deflacionária, a política monetária deixa de ser eficaz", comentou nesta quarta o economista Nuriel Rubini, em entrevista à emissora Bloomberg News.

A taxa diretriz do Fed está em 1%, sem que o crédito tenha dado sinais de recuperação.

Para Aaron Smith, do Economy.com, site da agência Moody's, "desde que as previsões inflacionárias não saiam do controle e o Federal Reserve não ponha fim, muito rapidamente, a sua política flexível, a inflação deve prevalecer".

A inflação anualizada se manteve, em outubro, em 3,7%.

hh/tt/LR

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