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Estados Unidos acusam Índia e China de colocar Rodada de Doha em perigo

Genebra, 28 jul (EFE).- Os Estados Unidos acusaram hoje diretamente a Índia e a China de colocar em perigo o sucesso da Rodada do Desenvolvimento de Doha, por terem rejeitado a primeira proposta de acordo do diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Pascal Lamy.

EFE |

"Infelizmente, uma grande economia emergente, a Índia, rejeitou imediatamente o projeto (de Lamy), após o qual outra grande economia emergente, a China, se afastou dele. Suas ações colocaram em perigo toda a rodada", disse o embaixador David Shark durante reunião da OMC.

As declarações de Shark deram nomes à acusação feita neste domingo à noite pela representante comercial americana, Susan Schwab, sem se referir diretamente a nenhum país.

"Tínhamos um acordo. Infelizmente alguns poucos mercados emergentes decidiram que queriam reequilibrá-lo a favor de outros assuntos. Esse balanço é tão delicado que, se o estica de um lado, desequilibra do outro, portanto, foi quebrado o único pacto de êxito que tínhamos até agora", disse Schwab.

Cerca de 30 ministros tentam há oito dias relançar a Rodada de Doha, que pretende liberalizar o comércio mundial.

Shark disse que, na sexta-feira passada, Lamy "implorou" aos membros que aceitassem um texto que o diretor-geral definiu como "o único caminho para o êxito".

"Todas as invocações sobre desenvolvimento durante os últimos sete anos se tornam vazias quando esses países ameaçam os benefícios que já estão na mesa e que são absolutamente vitais para a grande maioria dos membros", acrescentou Shark.

Os Estados Unidos consideram que fizeram muitas concessões, apesar de muitas delas serem absolutamente contrárias a seus interesses, em prol de conseguir um acordo.

Os EUA também acusam Índia e China de exigir compromissos que não poderão ser concedidos.

Especificamente, os EUA criticam o pedido asiático de estabelecer um mecanismo de salvaguardas que permitiria aumentar as tarifas agrícolas em caso de um aumento desproporcional das importações ou de uma brusca queda dos preços.

Além disso, Washington censura a rejeição de Pequim e Nova Délhi à proposta dos países ricos de reduzir a zero as tarifas em setores-chave - como a indústria química e eletrônica - para aqueles países que aceitarem isso voluntariamente.

Shark também acusou Índia e China de atrair outros países em desenvolvimento para sua posição.

"Ironicamente, essas políticas teriam seus piores efeitos justamente nos países mais pobres que até têm limitada capacidade de exportação", acrescentou.

"A menos que estes dois membros mudem imediatamente sua posição para serem 'solucionadores' de problemas, em vez de criadores de obstáculos, todos nós deixaremos Genebra com as mãos vazias". EFE mh/an

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