Secretários de Habitação e presidentes de companhias habitacionais do tipo Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) se reuniram ontem em São Paulo para discutir propostas para o Minha Casa, Minha Vida, programa de moradia popular lançado na semana passada pelo governo federal. Estados e municípios não gostaram de ser excluídos do documento final do governo e tentam encontrar formas de alinhavar algumas sugestões sem ofuscar o papel da União, mais especificamente do presidente Lula e da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.

A intenção, segundo Carlos Marun, presidente do Fórum Nacional dos Secretários de Estado da Habitação e Desenvolvimento Urbano (FNSHDU), é levar as propostas ao ministro das Cidades, Marcio Fortes, ainda esta semana. Hoje, a ministra Dilma deverá se reunir com o líder do PMDB na Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), para discutir possíveis mudanças no plano. Segundo o ministro das Relações Institucionais, José Múcio, há pressões para que cidades com menos de 100 mil habitantes sejam incluídas no programa, que prevê a construção de 1 milhão de moradias.

"A ministra me disse que precisava conversar com o líder para mostrar as possibilidades e as impossibilidades de um possível substitutivo à MP", disse Múcio, após participar do lançamento da Agenda Legislativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

"Desemprego e crise são um problema para qualquer cidade. Se oferecermos moradia apenas para municípios maiores, pode haver um inchaço populacional", opina Marun. Lair Krähenbühl, secretário de Habitação de São Paulo, lembra que só em Minas Gerais 90% das cidades têm menos de 50 mil habitantes. "A pressão vai ser grande e legítima para que haja mudança." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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