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Estado vai reabastecer empresas; a Bolsa de Tóquio dispara

O governo japonês anunciou nesta terça-feira que vai injetar capitais públicos nas empresas de todos os setores da economia ameaçados pela crise mundial, uma notícia que provocou uma alta de quase 5% no fechamento da Bolsa de Tóquio.

AFP |

O governo divulgou poucos detalhes sobre o plano, que, segundo a imprensa, deve chegar a 1 trilhão de ienes (8,5 bilhões de euros). Ele complementa medidas de apoio ao setor financeiro votadas pelo parlamento em dezembro, em virtude das quais o Estado japonês espera reabastecer em 2 trilhões de ienes os bancos que precisarem.

O ministério da Economia, do Comércio e da Indústria (Meti) indicou que o novo plano permitirá às instituições financeiras públicas, como a Japan Finance Corporation, cobrir até 80% das perdas sofridas pelas empresas em razão da crise econômica. "Os critérios para obter estas ajudas públicas estão sendo elaborados", disse.

Uma fonte do Meti acrescentou que o plano será voltado às grandes empresas com fortes chances de sobreviver à recessão atual, assim como às empresas que desempenham um papel vital para as economias regionais.

"Queremos ajudar as empresas que são extremamente importantes para o país e para as regiões", explicou este responsável.

Segundo a imprensa, as empresas que receberem ajuda pública devem, em contrapartida, adotar um plano de redirecionamento de quatro anos.

Além disso, após um interminável afrontamento político entre o governo e a oposição, o parlamento japonês adotou nesta terça-feira um pacote orçamentário extra de 4,79 trilhões de ienes (40,6 bilhões de euros) para financiar novas medidas de retomada, e principalmente um projeto muito controverso consistente para enviar ajuda em dinheiro líquido a cada família.

A crise mundial atinge duramente o Japão, que entrou em recessão no terceiro trimestre de 2008. O Banco do Japão previu semana passada que a segunda economia mundial continuará recuando até março de 2010.

A Bolsa de Tóquio comemorou o plano do governo. Após duas sessões consecutivas de forte queda, o índice Nikkei disparou 4,93%.

"Os mercados aplaudiram o plano porque ele vai canalizar capitais para as empresas e a economia. É positivo, e os riscos de falências de empresas se atenuaram", comentou Hideyuki Ishiguro, da corretora Okasan Securities.

Mas segundo ele esta onda de otimismo nos mercados será curta porque as condições econômicas gerais continuam ruins, e é pouco provável que o plano consiga revitalizar a economia a médio e longo prazo.

A onda de resultados trimestrais de empresas que começa esta semana deve dar a medida da gravidade da situação no Japão.

O grupo de serviços financeiros Nomura, que abriu o balanço nesta terça-feira, anunciou uma perda líquida recorde de 342,9 bilhões de ienes (2,9 bilhões de euros) para os três meses de outubro a dezembro, duramente atingido pela queda dos mercados mundiais, por sua exposição na Islândia e pela fraude cometida pelo gerente de fundos nova-iorquinos Bernard Madoff.

O fabricante de componentes eletrônicos NEC Tokin se juntou à lista dos grupos que cortou vagas de empregos nas últimas semanas: anunciou nesta terça-feira a demissão de 9.450 funcionários no mundo.

bur-kdf/roc/lm

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