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Estado do Rio registra 95 mortes por causa das chuvas

RIO - O temporal que atingiu o Estado do Rio de Janeiro deixou um saldo de 95 mortos, a maioria soterrados por deslizamentos de terra. O balanço parcial foi divulgado hoje pelo Centro de Operações do Corpo de Bombeiros, que corrigiu para 101 o número de feridos.

Valor Online |

RIO - O temporal que atingiu o Estado do Rio de Janeiro deixou um saldo de 95 mortos, a maioria soterrados por deslizamentos de terra. O balanço parcial foi divulgado hoje pelo Centro de Operações do Corpo de Bombeiros, que corrigiu para 101 o número de feridos. Há informações sobre desaparecidos, mas os números são imprecisos. Do total de vítimas, o município de Niterói foi um dos mais afetados e contabiliza 48 mortos. Na cidade do Rio são 35. Já as cidades de São Gonçalo, Nilópolis e Paracambi, na Baixada Fluminense, têm 11 mortos. Em Petrópolis uma pessoa morreu. O temporal foi o maior desde 1966, segundo o prefeito do Rio, Eduardo Paes. Naquele ano, o índice pluviométrico foi de 245 milímetros, enquanto que nas últimas chuvas o nível chegou a 288 milímetros. A chuva provocou pontos de alagamentos, deslizamentos de terras, quedas de árvores, deixando ruas submersas. A Lagoa Rodrigo de Freitas, na zona sul, um dos principais cartões-postais da cidade, transbordou. Os aeroportos da cidade do Rio fecharam ontem à noite e só voltaram a operar nesta manhã. Passageiros foram alojados em hotéis. Nas estradas, a situação também foi complicada. As principais estradas de acesso ao Rio, como a Via Dutra, Linha Vermelha e Avenida Brasil registraram pontos de alagamento e retenções, sendo que a Ponte Rio-Niterói ficou fechada por mais de uma hora pela manhã. Bairros ficaram sem luz. A Light chegou a recomendar que as pessoas não usassem os elevadores. A concessionária trabalha com 60% do efetivo para normalizar o fornecimento. Há ainda trechos de ruas de vários bairros sem energia. O sistema de transporte público sofreu várias interrupções e muitas pessoas permaneceram até a madrugada de hoje nas ruas esperando para voltar para casa. Ao longo do dia, as barcas que unem o Rio a Niterói voltaram a operar normalmente, assim como os trens metropolitanos, que tiveram ramais suspenso. O metrô funciona com intervalo irregulares e os ônibus urbanos estão com a frota reduzida. Por causa dos transtornos e dos inúmeros chamados de emergência, as autoridades recomendaram que as pessoas não saíssem de casa. O centro do Rio ficou vazio. Agências bancárias e lojas não abriram e serviços públicos funcionaram parcialmente. A Polícia Militar reforçou o policiamento em " pontos-chaves " para evitar assaltos a motoristas parados no trânsito. Em um dos bairros mais afetados, o Maracanã, a Confederação Brasileira de Vôlei adiou o jogo da Superliga feminina, que seria realizado hoje no ginásio do Maracanazinho. No estádio do Maracanã, que amanhã recebe jogo da Taça Libertadores, uma equipe limpa os túneis de acesso ao campo, que ficaram alagados. (Agência Brasil)
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