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Esta é a maior crise financeira desde a Segunda Guerra Mundial, diz Trichet

O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, afirmou nesta quinta-feira que a atual crise financeira é a maior desde a Segunda Guerra Mundial, com um nível de incerteza absolutamente excepcional.

AFP |

"Não houve nada no passado que se pareça com o que vemos atualmente", declarou Trichet falando ao canal France 24. "Estamos presenciando acontecimentos que não enfrentávamos desde a Segunda Guerra Mundial", insistiu.

"Esta situação pede respostas à altura dos acontecimentos do conjunto dos responsáveis, ou seja, do setor privado e de todos os atores públicos, incluindo os governos", acrescentou.

Mesmo assim, segundo Trichet, as instituições da União Européia (UE) não são adaptadas para lançar um plano de socorro ao sistema bancário como o que está sendo adotado nos Estados Unidos.

Um plano similar ao anunciado pelo governo americano "não corresponde à estrutura política da Europa", declarou o francês durante entrevista, destacando principalmente que a União Européia "não tem orçamento federal".

O BCE iniciou nesta quinta-feira uma virada para a redução das taxas de juros na Eurozona diante do agravamento da crise financeira que cria "riscos extraordinariamente" elevados para o crescimento, segundo ele.

"Atravessamos uma situação absolutamente excepcional", declarou o número um do BCE, dessa vez na coletiva de imprensa após reunião comitê diretor de seu banco.

O BCE manteve nesta quinta-feira sem alterações sua taxa básica de juros em 4,25%, apesar de uma crescente pressão por causa da crise financeira mundial e a fragilidade do crescimento econômico, mas admitiu que a opção de uma rdução dessas taxas, que determina as condições de crédito para imóveis e empresas, foi analisada.

O panorama para a economia européia é sombrio e se enfraquece por causa de uma demanda interna em contração e um crédito escasso.

No entanto, o recuo dos preços do petróleo somado ao crescimento que prossegue em países emergentes como a China "poderá permitir uma reativação progressiva da economia durante 2009", ressaltou prudentemente.

Nesse sentido, um relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre crises financeiras, divulgado nesta quinta-feira, afirma que a probabilidade de haver um desaquecimento econômico pronunciado nos Estados Unidos é alta, mas que a zona euro estaria um pouco mais protegida de uma queda brutal.

O FMI fez uma comparação entre a crise atual e as crises anteriores, ressaltando que os "períodos de turbulências financeiras caracterizadas por dificuldades no setor bancário são mais suscetíveis de virem acompanhadas de fases de desaquecimento econômico severas e prolongadas".

Segundo o estudo, na zona euro, o vigor relativo dos balanços das famílias coloca a economia "um pouco ao abrigo de uma desaceleração brutal" da economia.

"A vulnerabilidade da zona euro pode ser também um pouco reduzida pelo fato de que os sistemas financeiros em inúmeros países tendem a ser menos desregulados que nos EUA", acrescentou o FMI, que ressalta as diferenças entre países, com um crescimento do crédito muito mais forte na Irlanda ou na Espanha do que em outros países e, particularmente, na Alemanha.

hh/cn

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