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Esquerda critica duramente palavras de Sarkozy sobre greves na França

Paris, 6 jul (EFE).- A esquerda e os sindicatos franceses criticaram com dureza hoje o presidente Nicolas Sarkozy pelas declarações nas quais disse que, desde que chegou ao poder, em maio de 2007, ninguém mais percebe quando há greves na França.

EFE |

O porta-voz do Partido Socialista, Julien Dray, afirmou pela televisão que Sarkozy "se equivoca ao tomar superficialmente a cólera existente no país", em um momento em que há "sofrimento e dificuldades", e nenhuma melhora no poder aquisitivo dos cidadãos.

O secretário-geral do sindicato FO, Jean-Claude Mailly, qualificou as declarações de Sarkozy de "provocativas" e lhe aconselhou a ser mais "prudente", enquanto o da FSU, Gérard Aschieri, disse que estas palavras "não eram dignas de um presidente".

Em comunicado, o Partido Comunista se surpreendeu com o fato de o presidente "ironizar com bravatas o conjunto do movimento social".

"Agora, quando há uma greve na França ninguém mais percebe", disse Sarkozy, no sábado, em meio aos risos e aplausos de 2 mil quadros de seu partido conservador UMP, reunidos em um conselho nacional em Paris.

Segundo Sarkozy, "a França está mudando com muita mais rapidez do que se acredita".

A França viveu nos últimos meses greves no setor do ensino, dos funcionários e do transporte ferroviário, em protestos contra a reforma da previdência e do sistema trabalhista. EFE ik/gs

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