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SÃO PAULO - Boas notícias oriundas da China espalharam o bom humor nos mercados acionários de todo o mundo e ajudaram os principais índices de Wall Street a interromper uma sequência de cinco pregões em queda e a sair das menores pontuações registradas na década. O Dow Jones Industrial ganhou 2,2% e fechou aos 6.

875,84 pontos. O Standard & Poor´s 500 avançou 2,4%, para 712,87 pontos. Ontem, esse índice fechou abaixo de 700 pontos pela primeira vez em 13 anos. O Nasdaq Composite encerrou com 1.353,74 pontos, em alta de 2,5%.

Agências internacionais dão conta de que o ex-chefe do instituto de estatísticas da China, Li Deshui, disse hoje a repórteres que o governo pretende ampliar o pacote de estímulo à economia. Essa iniciativa seria anunciada amanhã pelo primeiro-ministro Wen Jiabao em seu discurso para o parlamento, e se somaria ao pacote já divulgado, de 4 trilhões de yuan (cerca de US$ 585 bilhões), para incentivar os investimentos em infraestrutura.

A notícia animou os mercados do mundo inteiro, uma vez que o gigante asiático é responsável por parte importante da demanda global. As ações de empresas de matérias-primas foram as que melhor reagiram, na esperança de reativar as vendas para a China.

Em Nova York, os investidores aproveitaram essas novas e também o recuo dos papéis nos últimos cinco pregões para refazer posições. O destaque foi para ações de empresas ligadas a commodities, como Alcoa (+12,8%), e infraestrutura, como Caterpillar (+13,2%). O setor financeiro, porém, continua pressionado pela crise. Citigroup caiu 7,4% e Bank of America perdeu 1,4%, por exemplo.

Os papéis da General Electric recuaram 4,6%, com a preocupação de que a empresa possa perder seu rating de crédito AAA por causa de problemas em sua unidade financeira. A companhia assegurou ao mercado que não necessita levantar capital e que seu portfólio financeiro permanece sólido.

(Valor Online, com agências internacionais)

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