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Especialistas sugerem auditoria cultural em processos de aquisição

SÃO PAULO - O processo de auditoria realizado em uma empresa que se deseja comprar, também conhecido como due diligence , tem como foco principal as informações fiscais, financeiras e contábeis da organização. Costuma ficar de fora uma análise apurada das características culturais da empresa, o que poderá trazer problemas sérios no momento de sua efetiva incorporação, segundo especialistas.

Valor Online |

De acordo com Jean-Marc Laouchez, executivo do Hay Group, consultoria especializada em gestão, é muito importante que a due diligence aborde aspectos do capital humano da empresa a ser comprada, bem como o seu know how, seu grau de flexibilidade nas negociações e sua relação com acionistas e com o mercado.

Ignorar esses pontos, segundo ele, aumenta muito as chances de uma incorporação traumática, principalmente quando se trata de empresas familiares. Mesmo assim, apenas 22% das due diligence olham com maior atenção para esses temas, de acordo com Laouchez. Por este motivo, ainda segundo o executivo, somente 10% das aquisições acabam efetivamente agregando ao comprador o valor calculado antes da transação.

A importância da due diligence cultural é compartilhada pelo advogado José Orlando Arrochela Lobo, sócio-gerente do escritório Lobo DeRizzo Advogados, especializado em fusões e aquisições. Ele disse ter conhecimento de muitas transações que não foram adiante devido a choques culturais. Nunca é demais enfatizar esses fatores. Uma empresa não é um objeto, é um ser vivo, que tem seus traumas, afirmou.

O diretor de Relações com Investidores do frigorífico Independência, Tobias Bremer, entende da mesma forma. A seu ver, o maior desafio de uma aquisição não é a compra em si, mas o processo de incorporação. Quem compra uma empresa com cultura própria vai se deparar com conflitos e será preciso administrar esses conflitos, disse ele, que recomenda uma mescla imediata entre os funcionários das empresa comprada com os da compradora.

O executivo também acredita que uma boa due diligence deve avaliar questões trabalhistas e ambientais que envolvem a empresa a ser comprada.

Os três participaram hoje do seminário Brazilian M & A Forum 2008, organizado em São Paulo pelo Mergermarket Group, divisão do Grupo Financial Times.

(Murillo Camarotto | Valor Online)

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