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Especialistas preveem trimestre ruim para a balança

O resultado negativo da balança comercial em janeiro, depois de 93 meses de superávits consecutivos, foi apenas um sinal das dificuldades que o comércio exterior brasileiro enfrentará no primeiro trimestre deste ano, avaliam economistas e representantes da indústria. A expectativa é que os números comecem a melhorar somente após o início da safra em abril.

Agência Estado |

Mas tudo também dependerá da evolução dos preços das commodities, avalia o vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto Castro.

Para ele, os efeitos da crise têm atingido a economia nacional de forma mais rápida do que muita gente esperava. "Como a turbulência vem de fora, as exportações são afetadas mais rapidamente que as importações. Foi o que ocorreu em janeiro", diz Castro. De acordo com os cálculos dele, fevereiro deve repetir um novo resultado negativo, com déficit de US$ 300 milhões.

O saldo só deverá ser revertido se as exportações de petróleo retomarem o ritmo normal até dezembro. "Quem vai definir o superávit deste mês é a Petrobrás. Se os volumes comercializados de petróleo melhorarem, poderemos ter um pequeno superávit em fevereiro."

O diretor do Departamento de Relações Internacionais e de Comércio Exterior da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Ricardo Martins, tem previsão ainda mais pessimista. Ele afirma que a entidade não acredita em reversão dos saldos da balança comercial nos próximos dois ou três meses. A expectativa é que a situação volte a se normalizar a partir do terceiro trimestre.

Martins explica que o déficit em janeiro só não foi pior porque o governo decidiu introduzir a obrigatoriedade de licenças prévias para importações de uma série de produtos de 17 setores da economia. Depois de causar transtornos e ser fortemente criticada, a medida foi suspensa. Mas, enquanto isso não ocorreu, as importações praticamente pararam, diz ele.

Embora seja contra à medida adotada semana passada pelo governo, o executivo da Fiesp afirma que o governo precisa proteger alguns setores da economia nacional - leia-se "têxtil, mobiliário e calçados" - da concorrência desleal do mercado externo. "Esses setores são intensivos em mão de obra", lembra ele.

Para o economista da Tendências Consultoria Integrada, André Sacconato, mais importante que o saldo da balança comercial é a corrente de comércio do Brasil, que despencou em janeiro. Para ele, o governo precisa intensificar esforços para facilitar a vida dos exportadores. Os créditos às exportações, por exemplo, ainda não voltaram a níveis satisfatórios, argumenta o economista. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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