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Especialistas alertam que FDA subestima risco do bisfenol em mamadeiras

A agência norte-americana de controle dos medicamentos e alimentos (FDA) ignorou dados científicos e recorreu a métodos inadequados para determinar que o bisfenol A (BPA), utilizado para fabricar mamadeiras, não representa riscos à saúde, segundo um relatório de especialistas independentes divulgado nesta quarta-feira.

AFP |

Esse grupo de consulta ("FDA Science Board Subcomitee on BPA"), formado por sete cientistas do governo e de universidades, concluiu que a FDA não levou em conta vários estudos feitos com animais que ligam o BPA ao câncer de próstata, à diabetes e a outros problemas de saúde, ao estabelecer o risco apresentado nessa substância.

O grupo considerou em particular que a FDA não utilizou amostras suficientes de leite para bebês que tivessem sido mantidas em mamadeiras e não levou em conta as variações constatadas entre as amostras.

"Observadas em conjunto, as informações qualitativas e quantitativas não fornecem uma base científica suficiente para permitir à FDA concluir que a margem de segurança é suficiente", em relação ao risco do BPA para a saúde, escrevem os especialistas.

Esse informe será tema de uma reunião na sexta-feira entre esses cientistas e autoridades da FDA para emitir uma recomendação sobre o BPA.

Um grande número de pesquisas classificadas pelo grupo de consulta como ignoradas pela FDA foram publicadas em setembro pelo "National Toxicology Program/NTP", integrado por toxicologistas do Instituto Nacional Americano da Saúde (NIH).

Esses especialistas haviam então manifestado "preocupações" relacionadas ao risco apresentado pelo BPA nos níveis atuais tolerados para o desenvolvimento do cérebro nos recém-nascidos e nas crianças.

js/dm

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