SÃO PAULO - Apesar da instabilidade do mercado acionário, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) conserva uma perspectiva de alta. Tendo isso em vista, o diretor do portal InvestCerto, especializado em opções, Luiz Rogé, sugere uma estratégia, chamada trava de alta, envolvendo as opções da Petrobras.

Segundo o especialista, a estratégia possui uma relação de ganho esperado contra perda máxima vantajosa. O investidor coloca o equivalente a 1% do preço do papel da Petrobras em risco e tem a chance de alavancar em quatro vezes o montante investido.

A operação envolve a compra de uma opção de compra de Petrobras PN com preço de exercício de R$ 38,00 (PETRD38) e a venda de uma opção de compra de exercício a R$ 39,83 (PETRD40).

Se o papel da Petrobras estiver acima dos R$ 39,83 na data do exercício, em 19 de abril, o investidor ganha R$ 1,83 por trava, que é a diferença entre os dois preços de exercício. Para a montagem da estratégia, hoje, o investidor desembolsa cerca de R$ 0,38, que é a diferença entre o prêmio (preço) das opções.

No caso do papel ir abaixo de R$ 38,38 a estratégia começa a ter perda efetiva, e o prejuízo está limitado aos R$ 0,38 por trava.

Cabe ressaltar que esse tipo de operação pressupõe uma expectativa de alta no preço das ações da Petrobras, que hoje são negociadas na casa de R$ 35,90. Ou seja, para a estratégia ter seu ganho máximo o ativo teria que se valorizar 11% até o vencimento de abril.

A mesma operação pode ser feita com as opções da Vale, no caso compra de VALED50, que tem preço de exercício a R$ 50,00, e venda de VALED52, que tem exercício a R$ 52,00.

"O ganho de uma trava de alta é sempre a diferença entre os preços de exercício contra a diferença entre os prêmios pagos na hora da montagem da estratégia", resume.

Ainda de acordo com Rogé, o investidor pode sair da operação a qualquer momento antes do vencimento em 19 de abril. Neste caso, o spread, ou diferença entre os prêmios, é que vai determinar o ganho ou perda antes do exercício.

(Eduardo Campos | Valor)

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