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Especialista acredita em sucesso da 10ª Rodada da ANP, apesar da crise

RIO - A crise financeira internacional terá impacto na 10ª Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), embora a turbulência não seja suficiente para afastar completamente o interesse das empresas em relação aos 130 blocos que serão oferecidos nos dias 18 e 19 de dezembro. A opinião é de Márcio Mello, presidente da HRT, empresa de análise de dados geológicos para a indústria de petróleo.

Valor Online |

Para o especialista, a 10ª Rodada poderia " arrebentar " , caso não houvesse o atual momento de turbulência financeira e restrição ao crédito. Segundo ele, os blocos oferecidos, mesmo sendo em terra, estão situados em bacias sedimentares " excelentes " .

" São blocos em terra que têm potencial para empresas pequenas. O potencial para os nossos blocos em terra são muito bons " , afirmou Mello, acrescentando que até hoje já foram perfurados 129 poços na Bacia do Amazonas, dos quais 76 poços apresentaram óleo. Na 10ª Rodada serão oferecidos sete blocos na Bacia do Amazonas.

" Meu temor é que a crise financeira pode, de certa maneira, não trazer o sucesso que teria a colocação normal (para leilão) desses blocos " , frisou o executivo, que participou de seminário promovido pela Associação Internacional de Negociadores em Petróleo (AIPN, na sigla em inglês).

Defensor da manutenção do modelo de concessões no mercado brasileiro de petróleo e gás, Mello ressaltou que os campos do pré-sal precisarão de cerca de 8 mil poços perfurados nos próximos 10 anos para produzir cerca de 1,5 milhão de barris por dia. De acordo com ele, as características das rochas no pré-sal são diferentes do que existe no pós-sal, onde há produção na Bacia de Campos, por exemplo. Mello explicou que, enquanto um poço no pós-sal produz até 15 mil a 25 mil barris de óleo por dia, os campos do pré-sal precisam de mais injeção de água e de até cinco vezes mais poços para produção da mesma quantidade.

Em sua apresentação, Mello mostrou que a média de poços pioneiros nos Estados Unidos oscila entre 9 mil e 10 mil por ano, enquanto no Brasil a média é de 54. No total, segundo ele, o Brasil perfura 250 poços por ano, enquanto só no Golfo do México são 1.250 poços por ano.

" Perfuram tanto porque todas as companhias estão no Golfo do México " , disse Mello, ressaltando que o preço do barril de petróleo a US$ 35 já seria suficiente para viabilizar o interesse das empresas internacionais em explorar o pré-sal brasileiro.

Para ele, o mais interessante seria a concessão de blocos na região nos leilões da ANP, com a cobrança de bônus mais elevados e com royalties e participações especiais maiores.

(Rafael Rosas | Valor Online)

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