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Espanhola Isolux se habilita para todos os lotes do linhão do Madeira

SÃO PAULO - A espanhola Isolux Ingeniería chega hoje à Bolsa de Valores do Rio de Janeiro como a única empresa habilitada a disputar todos os sete lotes das linhas de transmissão que vão ligar as usinas do Rio Madeira ao Sudeste do país. A depender do apetite da empresa em arrematar os lotes que vão percorrer cerca de 2,5 mil quilômetros entre as cidades de Porto Velho e Araraquara, sua participação no mercado brasileiro de transmissão pode aumentar significativamente.

Valor Online |

O último balanço anual da companhia na Espanha, referente aos dados de 2007, mostrava uma participação de 10% no mercado brasileiro, com investimentos de 700 milhões de euros em mais de três mil quilômetros de linhas construídas e outros três mil em construção.

Os grupos espanhóis têm se destacado nos leilões de transmissão do país e hoje outros dois ainda participam da disputa: Abengoa e Cymi Holding. Mas apenas a Isolux se habilitou com sua credencial espanhola. Abengoa e Cymi participam com suas empresas registradas no Brasil. Ao todo 16 companhias depositaram garantias para participar da disputa. Foram formados três consórcios, liderados pela Eletronorte, Neoenergia e CTEEP. A Companhia de Transmissão Paulista se uniu a Furnas e Chesf para participar do leilão e o presidente da companhia, Sidnei Martini, já falou publicamente do grande interesse da companhia, controlada pelo grupo colombiano ISA, em ampliar sua participação no Brasil. A Cemig que tem investido forte em transmissão se uniu no consórcio liderado pela Neoenergia e que ainda é composto pela Alupar Investimento e EATE. Já a espanhola Abengoa se uniu à Eletronorte e a construtora Andrade Gutierrez.

Os sócios da Madeira Energia, que constrói a usina de Santo Antônio, vão participar em grupos diferentes nesse leilão. As construtoras Odebrecht e Camargo Corrêa, que constroem as usinas de Santo Antônio e Jirau, respectivamente, vão disputar o primeiro trecho da linha, lá em Porto Velho, e não participam de nenhum consórcio. Para as empresas, é fundamental que essa primeira parte seja construída rapidamente para que assim a operação das hidrelétricas possa ser antecipada e a energia tenha uma linha de transmissão para ser distribuída. O primeiro lote é o menor de todos, com uma receita anual permitida máxima de R$ 9,6 milhões e extensão de apenas 17,3 quilômetros.

O leilão será realizado em duas etapas. Na primeira será decidido a opção tecnológica das linhas que podem ser de corrente contínua ou um sistema híbrido, com instalações de corrente continua e corrente alternada. De acordo com as regras do leilão vence a opção que tiver, na soma dos cinco primeiros lotes, os menores lances. Na segunda fase, serão disputados os sete lotes já com a tecnologia definida. Ganha quem oferecer a menor tarifa, ou seja, que oferte o maior deságio em relação a Receita Anual Permitida (RAP) estabelecida em edital. Caso não haja lances em algum dos lotes, o leilão fica comprometido por inteiro e uma nova data precisa ser marcada.

Ao todo as linhas vão requerer investimentos de R$ 7,2 bilhões e as empresas contam com o apoio do BNDES não só para o financiamento de longo prazo, como também para o empréstimo ponte necessário para o início das obras.

(Josette Goulart | Valor Econômico)

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