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A companhia aérea espanhola Air Comet apresentou nesta terça-feira um pedido de concordata ao tribunal de Madri. O pedido foi feito três meses depois de a empresa ter deixado de operar.

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Segundo fontes, a Air Comet, amparada na nova Lei de Falências espanhola, deixou passar esse prazo para tentar chegar a acordos de pagamento. Entre os credores está o banco alemão HSH Nord Bank, que forçou o fechamento da companhia ao cobrar na Justiça britânica o pagamento de 17,2 milhões de euros derivados de aluguéis de aviões.

A empresa espanhola suspendeu seus voos no dia 21 de dezembro por determinação de um juiz britânico, deixando vários passageiros latino-americanos que já tinham adquiridos seus bilhetes sem ter como viajar no feriado do Natal.

Segundo fontes consultadas pela Agência Efe, a empresa negociou até o último momento acordos que permitissem "reduzir a dívida" e impulsionar a viabilidade da companhia, ao mesmo tempo em que buscava um novo investidor que injetasse o capital necessário.

Um artigo da Lei de Falências espanhola permite que uma companhia negocie um acordo antecipado com credores durante três meses e declare concordata antes do término do mês seguinte.

A impossibilidade de fechar acordos com seus credores privilegiados e a pressão dos sindicatos fez com que a empresa apresentasse o pedido antes do fim dos quatro meses de prazo previstos na lei.

A companhia poderia contar com um ativo muito superior a suas dívidas, devido à indenização de US$ 300 milhões pendente com o Governo argentino graças à desapropriação da companhia Aerolíneas Argentinas.

A companhia aérea, do Grupo Marsans, propriedade do presidente da Confederação Espanhola de Organizações Empresariais (CEOE), Gerardo Díaz Ferrán, e de Gonzalo Pascual, anunciou o fim de suas atividades devido à incapacidade de sanar a dívida formada pelo aluguel de seus aviões e de pagar os salários dos seus funcionários. O Grupo Marsans controla também a Aerolíneas Argentinas.

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