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Espanha corta salários e aposentadorias em 5%

Plano de austeridade aprovado hoje prevê a redução do déficit público, que chegou a 11,2% PIB em 2009, para 3% em 2013

iG São Paulo |

Os deputados espanhois aprovaram hoje por um único voto de diferença o plano de austeridade do governo socialista, depois de um debate que revela o profundo isolamento do presidente de Governo, José Luis Rodriguez Zapatero.

Em uma votação apertada, o parlamento espanhol aprovou, por 169 votos a favor, 168 contra e 13 abstenções o pacote que inclui medidas como o corte de 5% ou mais nos salários dos funcionários públicos, congelamento de reajustes em pensões e drásticas reduções nos investimentos. O objetivo do governo espanhol é economizar 15 bilhões de euros (R$ 34 bilhões) em 2010 e 2011 e reduzir o déficit do país dos atuais 11% do Produto Interno Bruto (PIB) para 6% do PIB em 2011 e atingir 3% em 2013.

Programas sociais também foram afetados pelos ajustes.O programa de incentivo à natalidade na Espanha, no valor de 2,5 mil euros para cada criança nascida no país, deixa de existir. O governo espanhol também prepara outras medidas para tentar ampliar a arrecadação e estuda criar uma taxação sobre grandes fortunas.

"Estas medidas são dolorosas, mas indispensáveis", declarou, antes da votação, a ministra da Economia e Finanças, Elena Salgado.

Entre os maus presságios reservados para Zapatero agora se destaca o fato de que os deputados do Partido Nacionalista Basco (PNV) votaram contra seu decreto de lei, quando foi essa força que permitiu ao governo aprovar seus orçamentos anteriores. Em queda livre na opinião pública, segundo uma pesquisa recente, Zapatero se focará agora na reestruturação das caixas econômicas em má situação pela explosão da bolha imobiliária e em uma delicada reforma do mercado trabalhista, que o levou a cancelar a visita que tinha previsto ao Brasil para participar no Fórum das Alianças das Civilizações.

Um novo momento de tensão já se vislumbra no horizonte próximo porque os sindicatos convocaram greve no funcionalismo para 8 de junho e não descartam a possibilidade de greve geral.

(Com agências)

 

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