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Espanha confirma contração do PIB no 3o. trimestre e beira a recessão

A economia espanhola registrou crescimento negativo de 0,2% no terceiro trimestre do ano, a primeira contração no país desde 1993, segundo dados definitivos divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

AFP |

O número confirma os dados provisórios publicados na semana passada pelo mesmo instituto. Na variação anual, a taxa de crescimento espanhola foi de 0,9%.

A Espanha ainda não entrou em recessão, que acontece quando o país registra dois trimestres consecutivos de crescimento negativo.

"Não é impossível que esta situação se concretize, uma vez que já temos um trimestre com crescimento negativo, e observando o comportamento de outros países", estimou o secretário de Estado para a Economia, David Vegara, referindo-se a uma eventual recessão.

"No final do próximo ano podemos esperar uma certa recuperação", ponderou.

"Não são dados positivos", mas "o crescimento da Espanha continua um pouco acima do resto dos países da zona do euro, o que significa que estamos aguentando, em termos relativos, em comparação com outros países", argumentou Vegara.

Com estes números, a Espanha encerra um longo período de crescimento initerrupto desde o fim do segundo trimestre de 1993, abalada principalmente pelo baque no mercado imobiliário no início de 2008 e pela crise financeira internacional.

A demanda interna, que costumava ser um dos motores do crescimento espanhol, perdeu 1,4% passando de 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre para apenas 0,1%, influenciada pelo aumento dos empréstimos bancários e pelo desemprego.

Os investimentos também registraram uma redução, tanto para bens de consumo duráveis quanto na construção civil, segundo o INE.

Boa parte do crescimento da Espanha nos últimos anos (3,7% em 2007) foi alimentado pelo hiperdesenvolvimento do setor imobiliário no país, um dos mais afetados pela crise.

O INE indica ainda que 145.700 postos de trabalho foram eliminados no terceiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado.

Para a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômicos (OCDE), no entanto, mesmo diante da parada brusca de um longo período de expansão econômica e a ameaça de uma recessão, a Espanha ainda conta com alguns pontos favoráveis para superar essa crise, mas, para isso, precisa fazer decisivas reformas estruturais.

"A principal tarefa é colocar em prática reformas estruturais que permitam uma maior mobilidade do potencial existente e explorar novos recursos de crescimento", afirma um estudo da OCDE divulgado nesta quarta-feira.

Entre as reformas sugeridas pela OCDE, o relatório destaca orientações para reduzir a proteção dos assalariados que possuem contrato indeterminado, limitar o aumento dos salários, diminuir a regulamentação nas cadernetas de poupança, acelerar decisões judiciais no caso dos aluguéis, promover a competição em alguns setores e dar mais autonomia aos estabelecimentos de ensino.

fz/cn/ap

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