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Escândalo em licitação de petróleo e gás abala governo peruano

O ministro de Gabinete e homem-forte do governo peruano, Jorge del Castillo, apresentou ontem sua renúncia e de todo o seu Ministério ao presidente Alan García, aprofundando a crise que abala o Peru desde domingo - quando foram divulgadas gravações de conversas sobre subornos de uma empresa petroleira norueguesa a funcionários peruanos. Além de Del Castillo, já tinham deixado o governo na segunda-feira o ministro de Minas e Energias, Juán Valdivia, e o presidente da Petroperu, Cesar Gutiérrez.

Agência Estado |

O escândalo deve abalar ainda mais a popularidade do presidente peruano, que no mês passado já era de apenas 19%, índice mais baixo desde o início de seu governo. Além disso, o episódio já serviu para despertar a oposição no Congresso e pode ameaçar novos investimentos estrangeiros no país justamente quando cresce a instabilidade econômica mundial, provocada pela crise americana.

As gravações que deram origem à crise foram divulgadas por uma emissora de televisão local e mostram uma suposta negociação de suborno envolvendo funcionários da Petroperu e da empresa petroleira Discover Petroleum, da Noruega, que, em setembro, conseguiu a concessão de cinco lotes de exploração de petróleo e gás, em razão do pagamento de subornos, segundo a denúncia.

O governo tem sido surpreendido com a divulgação a conta-gotas das gravações na imprensa local. Na quarta-feira, apareceram novos trechos, nos quais Del Castillo era mencionado como um elo do governo que poderia facilitar a concessão para a norueguesa Discover.

No dia seguinte, ele foi pessoalmente ao palácio do governo entregar sua renúncia acompanhado de ministros e parlamentares governistas. "Está em jogo a estabilidade do país", disse Del Castillo. A crise abriu espaço para políticos da oposição como Ollanta Humala, que quase venceu García, nas eleições de 2006; e a filha do ex-presidente Alberto Fujimori, Keiko Fujimori, que poderiam ganhar força até as próximas eleições presidenciais, marcadas para 2011.

Na última vez em que esteve no Brasil, em setembro, o presidente García desdenhou sua baixa popularidade. "Não atuamos por popularidade, não estamos mais em campanha", disse ele ao Estado.

O PIB do Peru cresceu 8,9% em 2007 e o comércio com o Brasil atingiu US$ 1,53 bilhão nos três primeiros meses deste ano. O país recebeu o grau de investimento das agências estrangeiras em abril, dias antes de o Brasil atingir o mesmo nível que sinaliza ao mercado que estes países têm baixo risco de inadimplência. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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