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Equador revoga vistos de funcionários da Odebrecht e de Furnas

QUITO - O governo do Equador deu um novo passo rumo à piora de sua relação com a construtora Odebrecht ao ordenar a revogação dos vistos de quatro funcionários da companhia, que é duramente questionada por supostos erros em sua operação neste país.

EFE |

 

Através de um decreto executivo assinado em 9 de outubro e tornado público nesta segunda, o presidente do Equador, Rafael Correa, estendeu a revogação de vistos a cinco funcionários de Furnas Centrais Elétricas S/A.

Furnas era encarregada de fiscalizar a hidrelétrica de San Francisco construída pela Odebrecht e que apresentou falhas em sua estrutura poucos meses depois de ser entregue ao Estado equatoriano.

O decreto especifica que se os funcionários tanto da Odebrecht quanto de Furnas estiverem no Equador, deverão deixar o país "em 48 horas".

A revogação dos vistos recai sobre Fábio Andreani Gandolfo, Fernando Bessa, Luiz Antônio Mameri e Eduardo Gedeon, funcionários da Odebrecht.

Já os afetados de Furnas são Newton Goulart Graça, Ricardo Thadeu Gonçalves, José Francisco Farage, Carlos Reis e Devorcir Magalhães.

Esta foi mais uma ação contra a construtora em uma disputa na qual se envolveu o governo brasileiro, provocando a reação do Executivo equatoriano.

No sábado, Correa ratificou a expulsão da Odebrecht e disse que não compartilha da reação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O líder equatoriano lamentou que o Brasil tenha ordenado o congelamento por tempo indeterminado dos projetos de infra-estrutura negociados com o Equador devido ao caso Odebrecht.

A principal reivindicação da Odebrecht no Equador é em torno da hidrelétrica San Francisco, inaugurada em novembro de 2007, mas fora de operação desde junho, quando foram detectados erros estruturais em sua construção.

Segundo Correa, as provas contra a Odebrecht são contundentes e, por isso, estranha a reação do governo brasileiro, que inclusive impediu a visita a Quito de uma missão do Ministério de Transporte para analisar os avanços do projeto de interconexão Eixo Multimodal Manta-Manaus.

"Respeitamos muito (a decisão do governo brasileiro), mas não compartilhamos dela, porque se trata de um problema entre um Estado soberano e uma empresa que descumpriu tudo e que esteve acostumada a zombar de nosso País", disse Correa.

A Odebrecht era encarregada da usina San Francisco, da hidrelétrica Toachi-Pilatón, dos projetos hidrológicos Baba e Carrizal-Chone e a construção de um aeroporto na cidade amazônica de El Tena.

O secretário anticorrupção do Equador, Alfredo Vera, disse à Agência Efe que as decisões do governo contra a construtora brasileira estão "muito bem fundamentadas".

Por isso, destacou que se interpuseram denúncias em diferentes procuradorias do país para que investiguem os supostos atos de corrupção que autoridades equatorianas poderiam ter cometido com a construtora na concessão desses projetos.

A Secretaria cita possíveis superfaturamentos e irregularidades nos contratos da Odebrecht.

"A justiça tem que indagar o grau de responsabilidade dos equatorianos que tornaram possíveis estes assaltos que prejudicaram o Estado", disse Vera, ao acrescentar que a Odebrecht "agrediu economicamente" o Equador.

Parafraseando Correa, Vera reiterou hoje que o governo não permitirá que uma empresa estrangeira "zombe" do povo equatoriano.

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