QUITO (Reuters) - O Equador ratificou na quarta-feira sua decisão de expulsar a construtora brasileira Odebrecht, depois de analisar uma proposta econômica que não convenceu ao presidente Rafael Correa para compensar o país pelos danos registrados em um de seus projetos. Correa expulsou no mês passado a Odebrecht porque a empresa negou-se a reparar economicamente ao país por falhas na central hidroelétrica São Francisco, que há três meses paralisou suas operações, colocando em risco o abastecimento de energia do país.

"O presidente cedeu muito, mas definitivamente (a Odebrecht) não pode estar no país (...) Analisamos tudo e cremos que não é possível continuar com ela", disse o ministro coordenador de Setores Estratégicos, Galo Borja, a jornalistas, após uma reunião com o mandatário.

A empresa brasileira apresentou uma proposta ao país oferecendo pagar as compensações pela represa, mas ela não foi suficiente para que Correa revisasse a decisão.

(Por Alexandra Valencia)

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