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O governo equatoriano apresentou ontem um pedido de arbitragem na Corte de Comércio Internacional (CCI) solicitando a suspensão do pagamento da dívida que tem com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) até que seja decidida a legalidade do contrato. O crédito de US$ 243 milhões foi concedido pelo BNDES para a empresa brasileira Norberto Odebrecht financiar a construção da Usina Hidrelétrica de San Francisco, no Equador.

"Estamos pedindo a suspensão dos pagamentos enquanto se determinam todos os pedidos que estamos fazendo", afirmou Jorge Glas, presidente do Fundo de Solidariedade, órgão responsável pela administração das empresas estatais do setor elétrico do país.

Segundo o governo do Equador, a responsabilidade da dívida com o BNDES é da Odebrecht e não de Quito. O BNDES afirmou, por meio de assessoria de imprensa, que não irá se pronunciar sobre o assunto até que a instituição seja comunicada oficialmente sobre o processo.

O presidente Rafael Correa expulsou a Odebrecht do país em setembro por causa de problemas na construção da usina. Ontem, Correa confirmou o início do processo jurídico durante a apresentação de um documento sobre a dívida externa equatoriana. Uma comissão presidencial recomendou na tarde de ontem que o país não pague cerca de 40% de sua dívida externa após verificar "irregularidades" nos contratos.

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