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Equador quer esfriar a tensão com o Brasil, mas sem ceder no caso Odebrecht

O Equador quer esfriar as tensões políticas com o Brasil pela expulsão da construtora Odebrecht, apesar de insistir no não pagamento de um crédito milionário vinculado à questão, numa atitude desafiadora que incomodou a diplomacia brasileira.

Redação com AFP |

Acordo Ortográfico A chefe da diplomacia de Quito, María Isabel Salvador, admitiu nesta quinta-feira que o diálogo entre os dois governos "se viu, sem dúvida, afetado" pelo caso Odebrecht, mas que a decisão conjunta é avançar para uma normalização.

"Acredito que nesse tema do Brasil - e a única coisa que faço é repetir o que me disse o chanceler Celso Amorim - vamos avançar positivamente; temos que dar um tempo de repouso por causa de toda esta situação que se causou no Brasil", afirmou a ministra das Relações Exteriores em entrevista ao canal Teleamazonas.

Na semana passada o presidente Rafael Correa expulsou por decreto a Odebrecht e a estatal Furnas, alegando uma série de irregularidades nos contratos assinados com a construtora por US$ 800 milhões.

O conflito teve como estopim o fim das operações da hidrelétrica San Francisco um ano depois do início do funcionamento, e apesar da empresa ter aceitado reconhecer suas responsabilidades Quito expulsou a construtora alegando a descoberta de outras irregularidades nos contratos.

Em função disso, o governo brasileiro congelou a cooperação com o Equador. Para a chanceler equatoriana, o tema teve reação "um pouco forte no Brasil". "Mas acredito que vamos voltar ao normal", enfatizou.

A imprensa equatoriana divulgou nesta quinta-feira supostas declarações de Amorim advertindo que o comércio entre os dois países pode ser reduzido a zero, caso Quito se recuse a pagar um crédito de US$ 243 milhões ao BNDES, que financiou a obra de San Francisco.

A balança comercial entre os dois países alcançou em agosto passado os US$ 552 milhões, com um saldo desfavorável para a nação andina. "Não estou dizendo que vamos perder a paciência, mas não se pode confundir paciência com complacência", teria afirmado Amorim, segundo as declarações reproduzidas na imprensa.

O governo equatoriano voltou a lançar suspeitas sobre a legitimidade dessa dívida e o presidente do Fundo de Solidariedade Social, Jorge Glass, anunciou que o tema está sendo analisado por advogados internacionais.

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